Quando adaptar é preciso

Esses dias fiz uma descoberta incrível e que confesso me deixou um pouquinho triste. Você sabia que o peixe St. Peter na verdade é o mesmo que a tilápia? Pois é. Comprei um filé de St. Peter no supermercado porque estava lindo e pensei que seria ótimo para variar um pouco. Quando cheguei em casa descobri que era a mesma coisa que tilápia. Ficou uma delícia, mas a novidade que eu estava procurando passou longe.

Para não nadar e morrer na praia resolvi pelo menos achar uma maneira diferente de preparar o filé. Assim conseguiria algo de novidade no meu prato, mesmo que a novidade não tivesse sido tão grande quanto eu queria. Fui inventando a receita à medida que ia preparando e devo dizer que ficou uma delícia. Ponto para mim.

St. Peter ao molho de margarina light de ervas com alcaparras

St. Peter ao molho de margarina light de ervas com alcaparras

1 filé médio de St. Peter (tilápia)
1 col. de chá de margarina light
1 col. de sobremesa de alcaparras
ervas para peixe a gosto (sálvia, coentro, dill, salsa e manjericão)
sal a gosto

Modo de preparo:
Tempere o filé de peixe com sal a gosto e coloque numa forma refratária antiaderente. Reserve.
Pique bem as ervas para peixe. Numa tigela, misture a margarina em temperatura ambiente com as ervas. Unte a parte de cima do peixe com a margarina temperada.
Leve o filé para assar em forno médio (200˚C) de 15 a 20 minutos ou até que ele se desmanche com facilidade com um garfo. Decore com as alcaparras e sirva acompanhado de verdes no vapor e chips de pão sírio integral.

Por mais que pareça contraditório colocar margarina numa receita dita saudável, nesta pequena quantidade ela não chega a prejudicar tanto a alimentação. Ainda mais quando o peixe é acompanhado de verduras cozidas no vapor e um carboidrato integral como sugeri.

O bom de temperar o peixe com esta mistura é que ele fica super molhadinho e macio enquanto assa. Além disso, as ervas acrescentadas dão um sabor espetacular ao prato e complementam o sabor super suave do filé. Para criar esta receita me inspirei em outras tantas preparações que já tinha visto de peixes simples como este. Ficou tão bom que achei que valia a pena compartilhar.

Por hoje é só.

Bon appetit!

De vilão a mocinho

Com as pessoas cada vez mais interessadas em cuidar da saúde e manter uma alimentação saudável, a ciência tem investido grande parte do seu tempo em estudar os alimentos e as propriedades nutritivas deles. Com isso, vira e mexe saem novos estudos sobre determinadas comidas e seus possíveis riscos ou benefícios para a vida das pessoas.

Grande conhecido pelas inúmeras controvérsias que causa, o ovo já foi considerado o maior vilão por aumentar o nível do colesterol no sangue. Entretanto, novas pesquisas já mostram que para quem não tem essa tendência comer ovos pode funcionar como uma ótima fonte de proteína. Segundo os estudos, a porção ideal é de seis unidades por semana.

Salada de ovos caprese

Salada de ovo caprese

1 prato de sobremesa de folhas verdes
2 ovos cozidos
6 tomates cereja
1 fatia grossa de ricota
6 azeitonas verdes fatiadas
1 col. de sopa de alcaparra
orégano e azeite a gosto

Modo de preparo:
Numa tigela, arrume as folhas verdes bem lavadas e rasgadas. Corte os ovos cozidos em pedaços e coloque por cima. Despeje os tomates cereja cortados ao meio, as azeitonas fatiadas e as alcaparras. Salpique com a ricota cortada em pedaços. Por fim, tempere com orégano e azeite a gosto. Sirva a seguir.

Inspirada nessa nova descoberta dos benefícios de comer ovos, resolvi inventar esta salada. Já tinha virado fã de uma outra salada de ovos que publiquei aqui faz um tempinho. Por isso, fiquei com vontade de buscar novas maneiras de saborear uma bela salada de ovos.

O nome caprese é na verdade só pelos tomatinhos e pela ricota. Pode não fazer jus à tradicional, mas achei divertido dar esse nome pela semelhança que ambas têm em relação aos ingredientes. A minha invenção ficou bastante saborosa, principalmente pelo gostinho característico que o orégano acrescenta. Ele sempre faz uma ótima combinação com a ricota e o tomate.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Achando a receita perfeita

Depois de várias receitas preparadas com o mesmo princípio e apenas algumas modificações acho que encontrei a versão perfeita. Quem acompanha o blog já me viu comentar sobre as vantagens de assar peixes ou filés de frango em papelotes de alumínio. Além de manter toda a maciez e suculência, quase não é necessário acrescentar gordura e não tem nada para limpar depois (a melhor parte, na minha opinião!).

O prato de hoje pode parecer mais do mesmo, mas desta vez ficou tão suculento e tão perfeito que não tem como não glorificar esta receita em particular. Talvez seja apenas o fato deu ter conseguido deixar o tempo exato assando, sem passar demais nem de menos. Mas talvez seja a combinação de ingredientes que, para mim, foi perfeita.

Peito de frango na mostarda de grãos com abobrinha e tomate cereja

Peito de frango na mostarda de grãos com abobrinha e tomate cereja

1 peito de frango médio
1/2 abobrinha média
5 tomates cereja
1 col. de sopa de mostarda de grãos
1/4 de cebola
1 col. de sobremesa de azeite
1 col. de chá de tomilho
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Numa tigela, junte a abobrinha cortada em pedaços com os tomates cereja cortados ao meio e a cebola cortada em meia luas. Tempere com o tomilho e o azeite e mexa bem para que tudo fique coberto. Reserve.
Tempere o peito de frango com sal e pimenta a gosto. Arrume duas folhas de alumínio numa superfície plana e coloque o frango no meio. Unte a parte superior do frango com a mostarda e faça alguns furos na superfície da carne para que os temperos entrem durante o cozimento. Arrume os legumes por cima do frango e feche o alumínio formando um papelote. Tenha cuidado para que fique totalmente fechado mas ainda com espaço internamente para o vapor circular.
Asse em forno médio (210˚C) por 15 minutos. Após esse tempo, abra com cuidado o papelote para checar o cozimento. Caso seja necessário, retorne ao forno por mais 5 minutos. Deixe descansar alguns minutos com o papelote fechado antes de servir.

Além do frango ter ficado no ponto exato (nem ressecado, nem duro) tanto a abobrinha quanto o tomate acabam soltando um pouco de sua água durante o cozimento. Por isso, tudo fica molhadinho e suculento no final. O tomilho também ajuda a dar um gostinho fantástico pois combina muito bem com o sabor neutro do frango e dos vegetais.

Adoro cozinhar com papelotes de alumínio. Desde que descobri a maravilha deles evito preparar qualquer prato de outra maneira. E não é apenas por ser mais saudável. Devo confessar que a preguiça de lavar a louça depois do almoço geralmente é muito grande. Com o papelote não tem quase nada para arrumar depois. Melhor impossível, certo?

Por hoje é só.

Bon appetit!

Para matar a vontade

Amo morango, mas ter que esperar chegar o mês de julho todo ano para comer essa delícia é uma tortura. Não há nada melhor do que uma caixa de morangos fresquinhos para saborear no lanche da tarde não é mesmo? A princípio sou contra frutas congeladas. Além de mais saudáveis, as frescas também são bem mais saborosas. Mas neste caso, faço uma exceção.

Esses dias achei esta receita super light que incorpora duas coisas deliciosas: morangos e gelatina. Na verdade, a receita original era de frutas vermelhas variadas, sendo morangos, framboesas e amoras. Mas resolvi investir apenas no morango para não confundir demais os sabores. Ficou uma delícia.

Mix de morangos

Mix de morangos

2 xíc. de chá de morangos congelados
3 1/2 folhas de gelatina incolor
200 ml de suco de maçã sem açúcar
2 col. de café de canela

Modo de preparo:
Hidrate as folhas de gelatina de acordo com as instruções da embalagem. Aqueça por 10 ou 15 segundos no microondas e mexa com uma colher até dissolver completamente. Cuidado para não aquecer demais, a gelatina não deve ferver. Reserve.
Numa panela antiaderente, ferva o suco de maçã com a canela. Assim que levantar fervura, desligue o fogo e acrescente a gelatina. Mexa bem para incorporar todos os ingredientes.
Corte os morangos em pedaços. Divida-os entre 4 ramekins e despeje o líquido ainda quente. Os morangos devem ficar completamente cobertos. Leve à geladeira por no mínimo 4 horas antes de comer. Sirva frio.

Rende 4 porções.

Partindo do mesmo princípio da mouse de limão com mamão que publiquei aqui algumas semanas atrás, esta é outra sobremesa que demonstra como é possível deixar algo, que para alguns é sem graça, mais interessante. O bom da gelatina é justamente o poder que tem de adaptar-se magnificamente bem às sobremesas deixando-as leves e saudáveis.

A canela e o suco de maçã trouxeram a este mix de morango um sabor mais elaborado do que seria caso fosse apenas a gelatina incolor. Deliciosamente leve, esta sobremesa tem como estrela os morangos, e não deixa de ser uma opção fantástica para quem, como eu, morre de saudades dessa delícia nos outros meses do ano.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Sabores naturais

Em dias quentes de verão, nada melhor do que um lanche leve e saudável para saborear à tarde ou no jantar. Sanduíches naturais combinados com sucos de frutas ou vitaminas são ótimos pois trazem vitaminas e minerais sem acrescentar muita gordura ou calorias à refeição.

Melhor ainda é quando preparamos estes lanches super saborosos em casa. Quanto mais natural e menos processado o sanduíche, melhor para a sua alimentação. Com isso, trago uma opção totalmente feita em casa de sanduíche natural de sardinha. Desta vez optei por assar a sardinha em casa mesmo e não usar a versão em lata. Ficou uma delícia.

Sanduíche natural de sardinha assada

Sanduíche natural de sardinha assada

1 sardinha fresca limpa e aberta ao meio
2 fatias de pão integral light
4 folhas de escarola (ou alface lisa)
4 azeitonas verdes sem caroço fatiadas
2 col. de sopa de cenoura ralada
1 col. de sopa de requeijão light
1 col. de sopa de mostarda escura

Modo de preparo:
Pincele a sardinha com azeite e tempere com sal e pimenta a gosto. Leve para assar numa forma refratária antiaderente de 12 a 15 minutos em forno médio (200˚C).
Passe o requeijão e a mostarda nas fatias de pão integral. Eu gosto de passar um em cada fatia, mas você pode misturar os dois em cada fatia se preferir. Arrume as folhas de escarola, a cenoura ralada e as azeitonas fatiadas em uma fatia. Coloque a sardinha assada por cima e feche com a outra fatia. Corte ao meio e sirva em seguida.

Sardinhas frescas são fontes super práticas de gorduras boas provenientes dos peixes. Você pode encontrá-las num bom supermercado ou feira. Peça para o peixeiro cortá-las ao meio para que fiquem abertas como uma borboleta e limpá-las para retirar a cabeça e o miolo.

Há quem não goste muito de sardinhas assadas assim pois elas têm bastante espinha. Entretanto, por serem pequenas, elas podem ser comidas sem maiores preocupações. Caso não queira correr nenhum risco, pode desfiar a sardinha depois de assada e preparar uma pasta com o requeijão e a mostarda para passar no pão. Também fica uma delícia.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Acompanhamentos sofisticados

O dom de criar acompanhamentos interessantes vem com o tempo e a prática. De começo, é difícil inventar coisas diferentes que sirvam de complemento a pratos principais de forma que não compitam nem tirem o foco do carro chefe da refeição.

Muitas vezes, o acompanhamento pode ser fruto de praticidades. Ou seja, algo novo e inusitado surge de combinações de restos encontrados na geladeira ou despensa. Aliado a um pouco de imaginação, receitas simples mas deliciosas são criadas e viram tradições espetaculares.

Couscous de quinoa

Couscous de quinoa

1/2 xíc. de chá de quinoa cozida
1/2 cebola roxa picada ou cortada em meia lua
1 dente de alho amassado
1/2 abobrinha média cortada em cubinhos (apenas a parte verde)
2 a 3 col. de sopa cheias de ervilha em conserva

Modo de preparo:
Numa frigideira antiaderente, refogue a cebola com o alho e a abobrinha por alguns minutos até começarem a amolecer. Acrescente a quinoa cozida e a ervilha e mexa bem para que tudo fique misturado. Deixe cozinhar por mais alguns minutos para aquecer por completo.

Rende 1 a 2 porções.

Este couscous surgiu num dia que tinha sobrado uma quinoa do dia anterior. Como estava preparando um frango com toques indianos, resolvi incrementar a quinoa e criar uma espécie de couscous diferente para acompanhar o frango. Peguei ingredientes que tinha em casa e criei esta receita. A combinação de tudo ficou bem interessante e super saborosa.

Mexidos de grãos como quinoa, cevadinha, o próprio couscous marroquino ou trigo triticale são ótimos pois além de trazerem um toque sofisticado à refeição, acrescentam fibras tão importantes a nossa alimentação. Este couscous de quinoa fica ótimo quando combinado com frangos ou carnes de porco. Experimente, aposto que vai gostar.

Por hoje é só.

Bon appetit!

As maravilhas do microondas

Quando o tempo é curto, achar receitas simples e rápidas é uma ajuda e tanto! E quem já morou sozinho sabe o quanto um microondas funciona como aliado fundamental nas preparações do dia a dia. Super prático, ele serve para fazer praticamente qualquer coisa, até arroz. É só saber como usar.

Por isso achei a receita que trago hoje tão divertida. Em vez de gastar 2 horas ou mais assando um bolo de carne moída no forno, alguns simples truques reduzem esse tempo para apenas 11 minutos quando feito no microondas. Vai dizer, gastar só 11 minutos e não 2 horas para quem tem uma vida corrida é fantástico, não é mesmo?

Bolinho de carne moída na caneca

Bolinho de carne moída na caneca

250 g de coxão mole moído
1/4 de xíc. de chá de aveia
1 clara
80 ml de V8 (suco de vegetais)
2 col. de sopa de cebolinha picada
2 col. de sopa de cenoura ralada
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Numa tigela, tempere a carne moída com sal e pimenta a gosto. Acrescente os demais ingredientes e misture bem com a mão até formar uma massa homogênea. Divida a mistura em 2 canecas de chá grandes e leve ao microondas. Cozinhe em potência de 70% por 11 minutos. Como alguns fornos podem ter potências diferentes verifique se está bem cozido após desse tempo. Caso seja necessário, deixe mais 30 segundos ou 1 minuto. Sirva com legumes refogados e arroz sete grãos ou purê de batata.

Rende 2 porções.

Além de ser super fácil o melhor dessa receita é que ela ficou absolutamente divina. Já tinha testado fazer bolinhos de chocolate na caneca no microondas e não tinha dado muito certo. Por isso fiquei receosa de preparar este bolinho de carne moída. Mas no fim deu tudo certo.

A cebolinha picada e a cenoura ralada servem para dar um temperinho a mais na carne. Já a clara e a aveia funcionam como liga. O suco de vegetais, V8, faz com que o bolinho fique úmido e divino. Você também pode usar outros legumes para dar sabor, como cebola e alho ralado ou até mesmo abobrinha e pimentão. Sendo o que for, tenho certeza que não vai se arrepender. Este bolinho fica sensacional.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Combinações inusitadas

Adoro testar criações inusitadas. Melhor ainda quando o prato é uma combinação de algo super tradicional e conhecido com algo diferente que possa causar estranhamento num primeiro momento. Foi assim que achei esta receita de quibe de peixe que compartilho com vocês hoje.

À primeira vista pode parecer bizarra. Os puristas do quibe tradicional talvez até torçam o nariz para esta variação inusitada. Mas acredite, o quibe ficou absolutamente sensacional. O sabor é de quibe mesmo, muito por causa do trigo especial característico. Mas o saborzinho do salmão traz uma experiência completamente diferente. Vale a pena experimentar.

Quibe ao sabor do mar

Quibe ao sabor do mar

1/4 xíc. de trigo para quibe
200 g de salmão fresco
1/2 cebola
1 clara
1/2 pote de iogurte natural desnatado
1 col. de chá de mostarda
sal a gosto
margarina para untar

Modo de preparo:
Hidrate o trigo para quibe com 1 xíc. de chá de água e deixe por no mínimo 1 hora. Escorra e esprema bem para retirar toda a água. Reserve.
Num multiprocessador, junte a cebola picada, o salmão cortado em pedaços, o trigo hidratado, a clara, o iogurte e a mostarda. Triture com cuidado apenas até misturar bem. Cuidado para não triturar demais. Tempere com sal a gosto.
Unte uma forma refratária com um pouquinho de margarina light. Despeje a mistura e leve para assar em forno médio (200˚C) por 20 minutos ou até que um palito inserido no meio saia limpo. Sirva com saladinha verde.

Rende de 2 a 4 porções.

Sempre amei quibe. Por isso mesmo me encantei com esta receita desde a primeira vez que vi. Achei super interessante a ideia de poder “variar” do sabor do quibe que comeria. Depois de provar posso garantir que o prato ficou fantástico.

Com certeza existem outras variações e combinações para sabores inusitados deste clássico árabe. Estou curiosa para encontrar outras receitas e testá-las. Por enquanto, esta versão feita com salmão já entrou para a minha lista de jantares deliciosos e diferentes. Pretendo repeti-la várias vezes.

Por hoje é só.

Bon appetit!

O sabor caseiro

Divertidas e coloridas, as saladas aperitivo são ótimas para incrementar qualquer refeição. Geralmente preparadas com antecedência, estas delícias funcionam como entradinhas elegantes e sofisticadas para qualquer jantar. As inúmeras combinações de ingredientes também proporcionam uma variedade incrível para não ficar sempre na mesma.

Uma clássica, que sempre aparece em almoços ou jantares especiais, é a salada de berinjela. Prática e simples, existem milhares de maneiras de preparar. Entretanto, o básico é geralmente o mesmo: pegar berinjela e juntar outros vegetais como pimentões e cebola e cozinhar até ficarem todos macios. A receita que fiz é da minha mãe e tem um gostinho caseiro delicioso.

Salada de berinjela com grão de bico

Salada de berinjela com grão de bico

1 berinjela grande
1 pimentão vermelho médio
1 pimentão amarelo médio
1 cebola média
250 g de grão de bico cozidos
30 ml de azeite
30 ml de vinagre
140 ml de água

Modo de preparo:
Corte a berinjela, os pimentões e a cebola em pedaços quadrados médios. Coloque numa panela funda e acrescente o azeite, o vinagre e a água. Tempere com sal e levante fervura. Quando estiver fervendo, abaixe o fogo e cozinhe destampado e 15 a 20 minutos ou até que tudo esteja amolecido. Misture o grão de bico cozido e tempere com cebolinha ou salsinha a gosto. Sirva com torradinhas integrais.

Rende de 4 a 6 porções.

Normalmente a receita não leva grão de bico. Entretanto, resolvi acrescentá-lo para tornar a salada mais nutritiva com essa ótima fonte de proteína. Desta maneira, a salada pode tornar-se uma refeição completa. Caso queira preparar o prato apenas para servir como aperitivo, pode dispensar o grão de bico.

Deliciosa, esta salada fica mais ainda melhor preparada de véspera e guardada na geladeira. Assim, o azeite e o vinagre no qual os legumes foram cozidos tem mais tempo para impregnar os ingredientes e deixar o sabor mais pronunciado. Se não quiser ou não puder preparar de véspera, pode fazê-la pela manhã e deixá-la curtindo na geladeira durante o dia. Algumas horas já são suficientes para concentrar o sabor delicioso.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Rapidez deliciosa

Para quem tem pouco tempo para gastar na cozinha nada melhor do que um prato simples e delicioso para preparar numa segunda-feira movimentada. Adoro pegar inspirações de pratos do extremo oriente, já que estes tradicionalmente são recheados de sabores intensos e geralmente não requerem muito esforço para deixá-los fantásticos.

Cada país tem seus temperos característicos, mas às vezes combinações são feitas para deixar o prato ainda mais interessante. Por mais que o leite de coco seja mais comum nos pratos tailandeses, achei esta receita dita indiana que leva o ingrediente. Pode até ser que não seja tipicamente indiana esta delícia, mas o importante é que ficou sensacional.

Frango à indiana com aspargos

Frango à indiana com aspargos

1 peito de frango médio
200 g de aspargo
30 ml de leite de coco light
1/4 de cebola picada
1 dente de alho picado
1/2 col. de sobremesa de cominho em pó
1/2 col. de sobremesa de gengibre em pó
sal, pimenta-do-reino e pimenta calabresa a gosto

Modo de preparo:
Corte o peito de frango em pedaços pequenos. Tempere com sal e pimenta a gosto e reserve. Aqueça uma frigideira antiaderente e coloque metade do cominho e gengibre em pó. Mexa um pouco e acrescente alguns pingos de água e os pedaços de frango. Cozinhe mexendo sempre até o frango estar quase pronto (aproximadamente 5 minutos). Reserve o frango num prato.
Despeje o restante do cominho e gengibre em pó na frigideira. Acrescente a cebola e o alho picados, a pimenta calabresa a gosto e os aspargos cortados em pedaços médios. Cozinhe mexendo sempre por alguns minutos até ficarem al dente. Se necessário, pingue um pouco de água para auxiliar no cozimento.
Retorne o frango à frigideira e continue mexendo. Despeje o leite de coco e cozinhe até reduzir e engrossar (aproximadamente 3 minutos). Sirva acompanhado de arroz integral.

Caso você ache que os temperos ficaram perdidos durante o cozimento, pode acrescentar mais um pouquinho na hora que colocar o leite de coco. No meu caso não fiz isso e achei que ficou faltando um pouquinho, principalmente do gengibre. Já o cominho achei que ficou bem pronunciado e delicioso.

Outra sugestão é utilizar gengibre ralado fresco, por mais que na receita diga para usar mesmo a versão em pó. Desta maneira, o tempero não corre o risco de ficar perdido durante o cozimento e consegue incorporar-se melhor ao leite de coco quando for introduzido no final do preparo. No fim, este frango fica uma delícia, seja ele indiano ou tailandês. A nacionalidade acaba não importando muito e sim o sabor que ficou fantástico!

Por hoje é só.

Bon appetit!