Incrementando o básico

São inúmeras as pesquisas que mostram os benefícios para a saúde de incluir a soja na alimentação diária. Além de ser uma ótima fonte de fibras e antioxidantes, a soja também contem altos níveis de proteína o que faz dela uma excelente inclusão diária na alimentação dos vegetarianos.

Comecei a apaixonar-me pela soja apenas recentemente. Depois que descobri também o edamame, a soja verde tipicamente consumida na gastronomia japonesa, vi o quanto esta leguminosa pode ser super saborosa. Há quem prefira consumir a soja quente como substituta do feijão na combinação clássica com o arroz. Eu particularmente prefiro ela assim: numa deliciosa salada.

Salada colorida de duas sojas

Salada colorida de duas sojas

mix de folhas verdes
50 g de edamame congelado
80 g de soja em conserva
50 g de cogumelo paris fatiado
50 g de tomate cereja
azeite a gosto

Modo de preparo:
Ferva 300 ml de água e escalde o edamame congelado por 2 minutos. Passe por água corrente e deixe escorrendo. Retire a soja cozida em conserva e deixe cair água corrente por cima para lavá-la e retirar bem o excesso de sal.
Na hora de montar a salada, arrume o mix de folhas verdes num prato a gosto. Por cima, coloque o edamame escorrido e a soja em conserva lavada. Decore com o tomatinho cereja e os cogumelos fatiados. Regue com azeite a gosto e sirva a seguir.

Apesar de todos sabermos a importância de incluir folhas verdes e salada crua na nossa alimentação diária, muitas pessoas tem preguiça de começar seu almoço ou jantar com uma singela saladinha. O problema é que eles pensam que saladinha precisa ser só alface e tomate.

Eu adoro começar minhas refeições com uma bela salada. Mas eu também faço questão de deixá-las deliciosas e fujo sempre da simplicidade da alface americana com o tomate em rodelas. Quando consigo incluir feijões na salada penso que ficam mais deliciosas ainda. Aproveite esta e outras dicas de saladas deliciosas que já publiquei aqui e monte você também sua próxima “singela saladinha”.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Para facilitar

Não é de hoje que comento o quanto os refogados orientais são pratos práticos e rápidos para um dia corrido. Seja no almoço ou jantar, estes salteados básicos preparados na frigideira grande e funda, típica asiática, a wok, ainda ajudam a acrescentar legumes e verduras na nossa alimentação.

Por serem super fáceis e fazer e usarem praticamente nada de gordura na preparação, estes pratos são perfeitos para consumir no dia a dia. Aqui a única ressalva que vale fazer é quanto ao uso do shoyu. Como este molho japonês é bastante salgado, não é preciso salgar mais nada os ingredientes. Além disso, aconselho usar a versão light que contem bem menos sódio que a tradicional.

Refogado de frango com brócolis

Refogado de frango com brócolis

1 peito de frango em cubos
100 g de floretes de brócolis
50 g de cebola roxa cortada em quadrados médios
1 dente de alho amassado
azeite, shoyu e pimenta calabresa a gosto

Modo de preparo:
Aqueça uma panela wok em fogo médio e regue com um fio de azeite. Refogue o alho até ficar aromático. Junte o frango cortado em cubinhos e mexa até começar a cozinhar. Acrescente a cebola e os floretes de brócolis e refogue até amaciarem bem.
Vá adicionando o shoyu a gosto enquanto refoga para temperar e evitar que os ingredientes grudem na panela. Por fim, salpique pimenta calabresa a gosto. Sirva com arroz integral e uma salada.

Por ser uma receita básica, estes salteados admitem inúmeras variações de ingredientes e sabores. Alguns outros que já publiquei aqui, como o salteado simples de carne com vegetais e o frango com castanha à moda tailandesa, são apenas mais algumas sugestões para deixar seu jantar mais saboroso e práticos nessas noites corridas de segunda-feira.

Para a receita de hoje apenas juntei o que tinha na geladeira. Alias, o brócolis que usei ainda era da versão congelada comprada pré-pronta, só para facilitar ainda mais minha vida. Caso prefira usar os legumes frescos, siga como mencionei anteriormente na receita. Mas se for usar a versão congelada, vale dar um choque térmico no brócolis em água fervendo para depois mergulhar na água gelada. Assim ele estará pronto para ser refogado junto com os demais ingredientes.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Novas tentativas

Depois que fiz aquela primeira geleia de morango que publiquei aqui sabia que não demoraria muito para querer testar outras receitas. Isso porque apaixonei-me demais por geleias caseiras. Descobri que elas tem um sabor muito mais intenso e delicioso do que as que compramos prontas.

Mas como as versões tradicionais levam bastante açúcar, resolvi testar uma outra receita adaptando os ingredientes para poder usar aquele “açúcar light”, que nada mais é do que uma mistura de açúcar normal com o adoçante sucralose que pode ir ao forno e fogão. O segredo, neste caso, é acrescentar um pouco de suco de limão fresco para ajudar a dar o ponto certo da geleia.

Geleia de cereja caseira

Geleia de cereja caseira

350 g de cereja
125 g de açúcar light
1/2 col. de sopa de suco de limão siciliano

Modo de preparo:
Corte as cerejas ao meio para tirar o caroço ou use um utensílio específico para tirá-los. Junte as cerejas numa panela funda e acrescente um pouco de água apenas para que não grudem no fundo da panela (de 2 a 3 col. de sopa). Ligue o fogo e cozinhe as cerejas até amaciarem bem (aproximadamente 15 minutos).
Abaixe o fogo e acrescente o suco de limão e o açúcar light. Mexa bem até dissolver todo o açúcar. Aumente o fogo para começar a ferver. Em seguida, abaixe e mantenha fogo médio enquanto cozinha. Mexa de vez em quando e retire a espuma que formar com uma colher.
Após 10 minutos, faça o primeiro teste para ver se já está no ponto. Para fazer o teste, coloque um prato no freezer antes de começar a fazer a geleia. Retire-o e pingue algumas gotas do doce. Espere 15 segundos e passe o dedo pela geleia. Se ficar firme e formar um caminho certinho está no ponto. Se a geleia escorrer e juntar novamente, ainda não está pronta.
Continue cozinhando e testando o ponto a cada 5 ou 10 minutos. Assim que ficar na consistência correta, desligue o fogo, deixe esfriar e coloque em potes esterilizados.

Rende aprox. 400 g.

Se fazer geleia já é uma arte, fazer geleia com menos açúcar do que o normal é uma arte mais complicada ainda. A verdade é que esta minha primeira tentativa parecia haver ficado no ponto certo 20 minutos depois que comecei a cozinhá-la. Depois descobri que ela ficou um pouco rala demais. Apesar disso, o sabor ficou uma absolutamente divino! E, convenhamos, é isso que realmente importa no final das contas.

Ela ter ficado rala pode ter acontecido por dois motivos. O fato de ter usado esse açúcar misturado light pode não ter feito com que o doce formasse a consistência correta. Outra possibilidade é eu ter tirado a geleia cedo demais do fogo. Depois dessa experiência, decidi que na minha próxima tentativa vou usar a tal da pectina usada nas receitas com menos açúcar. Essa substância naturalmente presente nas frutas pode ser acrescentada para ajudar a engrossar as geleias. Acho que vai dar certo. Depois conto como foi.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Combinações diferentes

À primeira vista, esta receita de hoje pode até parecer um pouco estranha. Certamente foi esse o comentário que minha mãe fez quando contei que tinha juntado camarão com um molho típico argentino para carnes e um acompanhamento bem italiano que geralmente se come com molho de tomate, a polenta.

Mas acredite, essa gororoba que fiz para meu jantar dia desses ficou absolutamente divina! Não sei se é porque adoro todos esses elementos separados, então para mim juntá-los num só prato apenas trouxe ingredientes que já amo para interagirem entre si.

Polenta com camarão ao molho chimichurri

Polenta com camarão ao molho chimichurri

40 g de farinha de milho para polenta instantânea
200 ml de água
120 g de camarão fresco
suco de 1 limão
1 col. de sopa de chimichurri
azeite, sal, pimenta calabresa e raspas de limão a gosto

Modo de preparo:
Ferva a água temperada com sal a gosto. Assim que começar a ferver, abaixe bem o fogo e vá acrescentando a farinha de milho aos poucos mexendo sempre para não empelotar. Continue mexendo enquanto cozinha em fogo baixo até engrossar e começar a desgrudar da lateral da panela (aproximadamente 5 minutos). Desligue o fogo e reserve.
Tempere o camarão com o suco de limão, sal e rapas de limão a gosto. Arrume numa forma refratária regada com um fio de azeite e leve ao forno baixo (180˚C) por 10 minutos ou até atingir o ponto desejado. Na hora de servir, arrume os camarões por cima da polenta cremosa, salpique pimenta calabresa a gosto e derrame o molho chimichurri em cima no final.

Nem sei se tirei a inspiração para esta receita de algum lugar especificamente. Acho que já vi e testei tantas receitas nesses últimos meses que comecei a inventar combinações da minha cabeça mesmo com ingredientes fáceis que achava por aí em casa.

A verdade é que gostei demais de combinar elementos inusitados que talvez pudesse parecer que não combinariam muito bem entre si. Aconselho a todos que gostem de cozinhar a fazer o mesmo. Deixe sua imaginação rolar solta, combine o que quiser e crie receitas diferentes e deliciosas. Comigo funcionou demais!

Por hoje é só.

Bon appetit!

Delícias rápidas

Estou sempre procurando soluções rápidas e práticas para facilitar a minha vida na cozinha. Não que não goste de preparar refeições mais elaborada, com carinho e horas de dedicação para que fique tudo perfeito. Mas isso é só quando tenho mais tempo para me dedicar à arte da culinária. No dia a dia é praticidade na veia.

Desde que descobri os legumes cozidos no vapor e embalados à vácuo me apaixonei. Fato, eles acabam saindo um pouco mais caros do que comprá-los frescos para cozinhar em casa. Mas às vezes a facilidade que eles nos proporcionam compensa totalmente.

Sopa de mandioquinha com cebolinha verde

Sopa de mandioquinha com cebolinha verde

200 g de mandioquinha cozida no vapor
300 ml de caldo de legumes
1/2 cebola roxa picada
4 ou 5 talos de cebolinha picados
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Corte a mandioquinha em pedaços bem pequenos. Junte com a cebola e o caldo de legumes num multiprocessador ou
liquidificador e bata até ficar bem liso e homogêneo. Acrescente mais água a gosto até atingir a consistência desejada.
Leve para ferver numa panela antiaderente e tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe por 5 a 10 minutos até ficar bem quente. Na hora de servir, decore com a cebolinha picada por cima. Saboreie acompanhado de torradinhas e um filé de peixe grelhado.

Há certas sopas que precisam ficar curtindo nelas mesmas por horas para que fiquem com o sabor perfeito. Uma que publiquei aqui uns tempos atrás, a de cevadinha com carne, certamente se encaixa nessa categoria. Quanto mais tempo ela for preparada com antecedência e mais tempo ficar curtindo na panela antes de comer, mais deliciosa fica.

Mas o bom desta de hoje é que a sopa já fica deliciosa apenas com 10 minutos de preparo. Como a mandioquinha comprada pronta cozida no vapor não é temperada com nada vale prestar muita atenção na hora de acrescentar os temperos que quiser. Aproveite para usar a imaginação e combinar seus sabores preferidos. Com certeza uma pitada de noz moscada também deve ficar uma delícia.

Por hoje é só.

Bon appetit!

A globalização da culinária

A globalização que vivemos hoje já atingiu tantos níveis da sociedade que não tinha como a gastronomia ficar de fora. Por um lado isso é ótimo já que permite que todos conheçam as diversas culinárias que existem no mundo. O problema é que com essa globalização inevitavelmente ocorrem também a generalização das comidas.

Explico: muitos pratos típicos de algumas regiões são alterados ou modificados levemente para adequar-se ao paladar do local em que são introduzidos. Com isso, corre-se o risco de várias comidas, teoricamente diferentes, acabarem ficando com sabor extremamente parecido.

Bife mongol

Bife mongol

10 ml de shoyu
1/2 col. de sopa de açúcar
1/2 col. de sopa de maizena
1 col. de chá de molho de ostra
1 col. de chá de vinagre de arroz
1 col. de chá de curry vermelho
100 g de filé mignon
200 g de abobrinha
10 g de cebolinha
1 dente de alho
azeite, gengibre, sal e pimenta calabresa a gosto

Modo de preparo:
Numa tigela pequena, junte o shoyu, o açúcar, a maizena, o molho de ostra, o vinagre de arroz e o curry vermelho até que fique bem homogêneo. Reserve.
Aqueça uma panela wok antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue o dente de alho amassado até que fique aromático. Acrescente a abobrinha cortada em tirinhas e refogue por 2 minutos até começar a amolecer. Acrescente a carne cortada em tiras e refogue por alguns minutos até que fique quase no ponto.
Junte a cebolinha cortada também em tirinhas, salpique com gengibre em pó e sal a gosto e mexa mais um pouco. Derrame o molho reservado e a pimenta calabresa a gosto. Termine de mexer até o molho encorpar levemente e a carne atingir o ponto desejado. Sirva com arroz integral ou jasmim.

Muitos já devem ter achado que as comidas de países asiáticos como a China, Tailândia, Indonésia e Vietnã são todas iguais. A verdade é que elas possuem verdadeiras semelhanças, até pela proximidade dos países o que acaba resultando numa familiaridade entre os ingredientes usados.

Apesar disso, todas essas culinárias possuem toques diferentes e quando são apreciadas da maneira original podem ser identificadas pelo que realmente são. A receita de hoje trás toques especiais da Mongólia, mas certamente a receita que testei não deixa de ter também elementos dessa culinária “globalizada”. Acho que para comer um bife mongol de verdade só mesmo indo visitar a Mongólia. Quem sabe um dia, não é?

Por hoje é só.

Bon appetit!

Rapidez garantida

Tem dias que não sabemos como fazer para incluir legumes e verduras na nossa alimentação sem ter que recorrer àquela velha combinação: carne assada + legumes cozidos no vapor. Certamente esta opção é uma das mais saudáveis e deve mesmo fazer parte da alimentação diária.

Mas quando encontro receitas como esta de hoje que levam esta combinação para outro nível e dão uma pequena adaptada tenho que provar. Nada melhor do que achar opções para variar um pouco as refeições de todos os dias podendo ainda incluir os tão importantes legumes variados que existem.

Linguado envolto em abobrinha

Linguado envolto em abobrinha

2 filés pequenos de linguado
100 g de abobrinha
suco de 1 limão
30 ml de vinho branco
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Tempere o peixe com sal e pimenta a gosto e reserve. Com o auxílio de um fatiador de legumes, corte a abobrinha em tiras finas no sentido longitudinal de modo que fique da grossura da abobrinha inteira.
Com cuidado, posicione um dos filés de linguado por cima de uma das fatias de abobrinha. Enrole e firme com palitos para não abrir. Repita o procedimento com o outro filé e a outra fatia de abobrinha.
Pré-aqueça o forno em 200˚C. Arrume os filés de peixe numa forma refratária antiaderente de maneira que o feixe da abobrinha enrolada fique por baixo para não abrir. Derrame o vinho branco e o suco de limão envolta dos peixes. Leve para assar por 10 minutos ou até atingir o ponto desejado. Sirva com arroz selvagem.

O linguado é um dos peixes mais suaves que existe. Com isso, ele aceita praticamente qualquer acompanhamento no prato. Outra vantagem é que, por ser tão delicado, ele cozinha muito rápido. Às vezes 10 minutos em forno a 200˚C já é demais. Fique de olho e tire o peixe assim que ficar opaco para não ficar mole demais e correr o risco de se desmanchar.

Adorei esta receita por ela ser absurdamente fácil e rápida de preparar. Ao todo gastei 15 minutos entre arrumar os filés e terminar de assá-los. Para facilitar ainda mais a sua vida, aconselho comprar as abobrinhas já fatiadas. Assim elas vem já no formato e tamanho perfeitos para fazer o prato.

Por hoje é só.

Bon appetit!