A praticidade em pessoa

A cada dia que passa parece que as horas ficam mais curtas. São inúmeras coisas e tarefas para completar num dia e acabamos tendo cada vez menos tempo para dedicar às coisas mais simples da vida. Para muitos, a escolha do que comer e a vontade de manter uma alimentação balanceada e saudável voam pela janela.

Uma das soluções é preparar uma deliciosa e reforçada salada. Tendo o cuidado de incluir boas doses de carboidratos, proteínas e legumes e verduras, para garantir as vitaminas e minerais necessários, uma salada pode funcionar perfeitamente como refeição completa numa noite corrida da semana.

Salada de trigo com soja e pepino

Salada de trigo com soja e pepino

80 g de trigo cozido
80 g de soja em grãos cozida
50 g de couve manteiga cortada em tiras
50 g de pepino cortado em cubos
suco de 1 limão
azeite, dill e hortelã a gosto

Modo de preparo:
Arrume a couve num prato grande para formar a base da salada. Coloque a soja e o trigo comprados já prontos e cozidos no vapor por cima das folhas. Salpique o pepino cortado em cubos por cima de todo o prato de maneira desigual.
Tempere com o suco de limão e o azeite a gosto. Finalize com folhas de dill e hortelã por cima de tudo.

Por ser uma ótima fonte de proteína vegetal, a soja é a grande aliada dos vegetarianos na busca por incluir mais desse nutriente tão importante na alimentação diária. Outro ingrediente fantástico desta salada são os grãos de trigo cozidos inteiros na sua forma natural e integral. Além de acrescentar ótimas quantidades de fibras à refeição, eles trazem a saciedade necessária para não sentir aquela fome nada agradável depois de devorar uma salada.

Quando preparei este prato, optei por usar ingredientes pré-prontos, a soja e o trigo, cozidos no vapor e embalados à vácuo. Além de me permitir controlar o tamanho das porções, já que sempre preparo estas comidas apenas para uma pessoa, este atalho traz uma praticidade e rapidez indispensável para a correria do dia a dia. No fim, não há nada melhor do que uma refeição vapt vupt para encerrar um dia comprido.

Por hoje é só.

Bon appetit!

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Crocante na medida certa

Quem disse que não podemos comer deliciosos nuggets de frango bem crocantes e manter uma alimentação saudável ao mesmo tempo? O segredo: é só assar as tirinhas de frango em vez de mergulhá-las numa bacia de óleo quente. Acredite, usando farinha ou flocos de milho os nuggets ficam tão crocante quanto se fossem fritos.

Já tinha visto essa ideia de fazer nuggets com fubá em vez da tradicional farinha de rosca mas nunca tinha tido tempo para testá-la. Aproveitei que ainda tinha um resto de fubá para polenta guardado em casa e resolvi juntar o útil ao agradável. Fiquei encantada com o resultado. Eles estavam absolutamente delicioso!

Nuggets de frango assados com farinha de milho

Nuggets de frango assados com farinha de milho

1 peito de frango
2 col. de sopa de farinha de trigo
1 clara
10 g de fubá para polenta
10 g de flocos de milho sem açúcar
azeite, alho em pó, pimenta e sal a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 220˚C. Unte uma forma refratária antiaderente com um fio de azeite e reserve.
Corte o peito de frango em tiras iguais. Tempere com sal, pimenta e alho em pó a gosto. Passe cada tira de frango na farinha de trigo e retire o excesso. Mergulhe na clara e escorra o excesso. Por fim, envolva o frango na farinha de fubá ou nos flocos de milho.
Arrume as tirinhas de frango na forma refratária e leve para assar no forno pré-aquecido por 20 minutos virando na metade do tempo. Sirva com molho de mostarda e mel.

Adoro encontrar estas receitas que pegam algo super tradicional e batido e inovam com ingredientes ou técnicas diferentes. A melhor parte destes casos é poder usar a imaginação para aventurar-se ainda mais na cozinha. Além de super crocantes, o sabor especial que os flocos de milho trouxeram para os nuggets deixou o prato absolutamente sensacional.

Se quiser preparar estes nuggets para um lanche rápido, sugiro devorá-los com uma boa dose de mostarda com mel. Mas nada impede que eles formem parte de um jantar especial. Nesse caso, escolha legumes coloridos e cozinhe com um choque de água fervendo alternada com água gelada. O crocante dos legumes refletirá maravilhosamente o crocante dos nuggets.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Versões caseiras

Convenhamos, a barrinha de cereal é uma das melhores invenções do último milênio. Para quem busca seguir uma alimentação saudável, esses lanchinhos práticos são ótimos para aquele lanche esperto no meio da tarde. É bem verdade que precisamos saber escolher a melhor opção, as que tenham menos açúcar e mais cereais integrais etc. Mas qualquer uma que tenha uma boa quantidade de proteína ajuda a manter a saciedade por um bom tempo até a hora de jantar.

Depois de testar inúmeras marcas, claro que já tenho as minhas preferidas. Mas, ao mesmo tempo, a pulga da cozinha que me leva a querer testar todas as receitas possíveis e imagináveis me fez querer tentar também fazer barrinhas caseiras. Escolhi esta receita pois parecia super simples e bastante saudável. No fim adorei o resultado!

Barrinha de cereal caseira

Barrinha de cereal caseira

60 g de amendoim torrado picado
6 g de cereal de arroz integral
22 g de aveia prensada
10 g de sementes de abóbora
40 g de banana passa picada
3 damascos picados
40 g de mel

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 180˚C. Forre uma forma refratária quadrada com várias folhas de papel alumínio de maneira que o papel transborde para fora. Isso facilitará a retirada das barrinhas depois que ficarem prontas. Unte o papel alumínio com um fio de óleo de soja e reserve.
Junte todos os ingredientes, menos o mel, em uma tigela grande e mexa bem para incorporar tudo e ficar bem misturado. Aos poucos derrame o mel e vá mexendo constantemente para que tudo fique coberto. Despeje a mistura na forma preparada e espalhe bem para ficar com uma grossura uniforme.
Coloque outra folha de alumínio untada por cima da mistura e pegue algo pesado para prensar a barrinha. Mantenha por 5 minutos pressionando para que fique bem apertado. Isso vai ajudar as barrinhas a ficarem inteiras quando esfriarem.
Leve para assar no forno pré-aquecido por 40 minutos. Tire do forno e deixe esfriar ainda na forma por pelo menos 15 minutos. Retire as barrinhas segurando pelo papel alumínio com cuidado. Corte em 6 e leve à geladeira para ajudar a firmar. As barrinhas duram 1 semana em temperatura ambiente guardadas em recipiente fechado. Elas também podem ser congeladas por 3 meses.

Rende 6 porções.

O bom desta receita é que ela não inclui nenhum conservante ou aditivo artificial como todas as outras barrinhas compradas prontas. Ao mesmo tempo, elas continuam funcionando perfeitamente para um lanchinho esperto por poderem ser transportadas com facilidade e serem bastante práticas.

Aqui vai um alerta: é possível que as barrinhas não fiquem inteiras depois de esfriarem por não ter mel suficiente ou não terem sido prensadas de maneira correta antes de serem assadas. Neste caso, nada impede que você guarde o resultado final para comer como uma deliciosa granola caseira. Acrescente a mistura ao iogurte ou saboreie com leite no café da manhã. Seja como for, o sabor final continua sendo uma verdadeira delícia!

Por hoje é só.

Bon appetit!

Buscando alternativas

Parece que virou moda essa tal de doença celíaca. A triste verdade é que esse problema não é nada novo mas só agora está sendo tratado com a importância devida.  Por muitos anos as pessoas que sofrem por intolerância ao glúten, proteína presente no grão do trigo, eram impedidas de comer delícias como massas, pizzas e pães fresquinhos já que todos estes ingredientes tem como matéria base o trigo e seus derivados.

A notícia boa é que já estão surgindo diversas opções no mercado para reverter o problema. É possível encontrar pães, macarrões, farinhas e muitos outros ingredientes feitos à base de arroz ou quinoa, para citar apenas alguns exemplos. Este delicioso macarrão à base de arroz, que usei como ingrediente da receita de hoje, é uma ótima alternativa.

Fussili cremoso ao funghi secchi com ervilha

Fussili cremoso ao funghi secchi com ervilha

60 g de macarrão de arroz
15 g de funghi secchi
80 g de ervilha em conserva
1 dente de alho amassado
1/2 col. de sopa de farinha de arroz
30 ml de vinho branco
60 ml de caldo do funghi
1 polenguinho
azeite, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Aqueça 200 ml de água e tire logo antes de ferver. Despeje numa tigela e acrescente o funghi secchi para hidratar. Deixe reservado por pelo menos 20 minutos.
Ferva 500 ml de água e cozinhe o macarrão, como qualquer outro, até ficar al dente (aproximadamente 7 minutos). Escorra e reserve. Regue com um fio de azeite para não grudar.
Numa panela antiaderente, refogue o alho amassado com um fio de azeite até ficar aromático. Acrescente o funghi já hidratado e cortado em pedaços pequenos. Mexa para refogar um pouco e aquecer. Despeje o vinho branco e deixe ferver até secar quase todo o líquido.
Dissolva a farinha de arroz em 60 ml do caldo do funghi para tirar qualquer bolinha que formar. Acrescente à panela e mexa constantemente até engrossar. Junte a ervilha e o polenguinho e mexa para formar um molho cremoso. Por fim, despeje o macarrão reservado e mexa bem para incorporar todos os ingredientes. Sirva a seguir.

Como eu não sofro de intolerância ao glúten não tenho como ter certeza se os demais ingredientes desta receita são seguros para os celíacos pois não me preocupei totalmente com isso na hora de preparar. A minha intenção aqui era apenas mostrar que agora estão começando a surgir opções para que eles possam também saborear de mais algumas delícias na cozinha.

No fim esta receita pode ser preparada de maneira convencional com macarrão e farinha feitas de trigo. A combinação dos ingredientes e o molho cremoso que se formou no final ficou uma verdadeira delícia. Por coincidência também preparei este prato totalmente vegetariano. Mas se você quiser colocar um pouco mais de sustância vale acrescentar camarões grelhados por cima na hora de servir. Fica absolutamente sensacional.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Nada melhor do que uma sopinha

Com esse frio todo que tem feito aqui em São Paulo ultimamente nada melhor do que uma bela sopinha para esquentar as noites geladas que tem me feito sofrer. Adoro preparar estas delícias nesta época do ano. São tantas opções maravilhosas que nem sei por onde começar.

A melhor parte de fazer sopas é que além de serem super nutritivas, são também bastante leves, não pesam no estômago e nos deixam com uma sensação de saciedade por bastante tempo. Eu prefiro fazer as minhas em casa, mas para quem quiser tomar uma sopinha por aí vale uma dica: fuja dos “cremes” que geralmente levam muito creme de leite ou leite gordo na preparação e mandam a boa forma para bem longe.

Caldo verde magro

Caldo verde magro

180 g de batata
50 g de cebola picada
1 dente de alho amassado
300 ml de caldo de legumes
100 g de couve manteiga cortada em tiras
60 g de peito de peru light cortado em tiras
azeite, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Aqueça uma panela antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue a cebola e o alho picados até ficarem aromáticos. Acrescente o caldo de legumes e deixe ferver. Cozinhe as batatas cortadas em cubos pequenos até ficarem levemente macias.
Com um amassador de batatas ou um garfo, amasse as batatas ainda dentro do caldo na panela para que forme uma espécie de purê rústico. Não precisa amassar demais para ficar homogêneo, o bacana e manter alguns pedaços de batata ainda intactos.
Junte a couve e o peito de peru cortados em tiras e deixe ferver por mais 2 ou 3 minutos para amaciarem. Tempere com sal e pimenta a gosto e sirva bem quente com torradinhas integrais ou um bela salada verde.

Gostei muito desta receita de caldo verde pois ela emagrece bastante a versão normal. Como não usa paio ou linguiça gorda na lista de ingredientes e opta pelo peito de peru light, a sopa ganha mais uma dimensão de leveza e torna-se uma perfeita aliada para estes dias frios de inverno.

Quando preparei o prato usei batatas inglesas comuns, mas nada impede que você use sua imaginação e substitua por batata doce ou mandioquinha. Com certeza com estas pequenas alterações a sopa vai ganhar ainda mais originalidade e irá transformar-se em uma experiência gastronômica única.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Mil e um sabores

Tem dias que o que mais queremos é um belo prato de comida simples e sem complicações. Com a correria do dia a dia fica difícil preparar comidas elaboradas regularmente. Para isso, tenho guardado na gaveta uma lista de refeições express que posso preparar em menos de 30 minutos quando chego em casa no fim do dia.

Uma das vantagens de ter uma despensa bem estocada é poder elaborar até os pratos mais simples. Quando viajei para Buenos Aires alguns meses atrás, fiz questão de comprar uma generosa dose de molho chimichurri para ter sempre à mão. Assim, sempre que quero algo saborosamente picante sem ter muito trabalho, é só acrescentar e me deliciar com o sabor.

Filé ao molho chimichurri

Filé ao molho chimichurri

1 medalhão de filé mignon
2 col. de sopa de molho chimichurri
sal a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno a 210˚C. Tempere o filé com sal a gosto e arrume numa forma refratária antiaderente. Espalhe o molho chimichurri por cima da carne e leve para assar por 22 a 25 minutos ou até atingir o ponto desejado. Sirva com arroz integral e legumes cozidos.

Muito utilizado na culinária argentina, o molho chimichurri nada mais é do que uma mistura deliciosa de temperos e ervas aromáticas. A combinação dos diversos ingredientes faz deste molho um ótimo companheiro para qualquer carne, especialmente os filés assados.

Certamente a praticidade de comprar o molho pronto facilita e muito a vida. Mas para quem quiser se aventurar ainda mais na cozinha é possível preparar um belo chimichurri bem caseiro. Basta misturar os seguintes ingredientes: salsinha, alho, cebola, tomilho, orégano, pimenta calabresa moída, pimentão vermelho, pimenta do reino, louro, mostarda em pó, salsão, vinagre e azeite. Dá água na boca só de pensar, não é mesmo?

Por hoje é só.

Bon appetit!

Testando novidades

Confesso que fica difícil achar novas receitas para experimentar todos os dias para trazer novidades para o blog. Mas eu adoro esse desafio e acabo encontrando ideias diferentes e curiosas navegando por outros site de culinária que existem na internet.

Certo dia achei uma receita cuja foto me impressionou demais. A combinação e o contraste das cores deixaram o prato com uma cara divinamente apetitosa. Tudo por causa do branquinho delicado de um filé de peixe encoberto por uma linda camada de azeitonas pretas picadas. Tive que experimentar.

Tilápia com crosta de azeitona preta

Tilápia com crosta de azeitona preta

1 filé de tilápia
1 col. de sopa de azeitona preta picada
1/2 col. de sopa de farinha de rosca
10 ml de azeite
1 dente de alho amassado
30 ml de vinho branco
tomilho, manjericão, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 180˚C. Tempere a tilápia com sal a gosto e reserve. Numa tigela, junto a azeitona preta picada bem miúda, com o dente de alho amassado, o tomilho e o manjericão picados. Acrescente o azeite, a farinha e a pimenta a gosto e misture bem até formar uma pasta homogênea.
Arrume o filé de peixe num refratário antiaderente untado com um fio de azeite. Espalhe a mistura de azeitona por cima do filé e derrame o vinho branco em volta dele. Leve para assar no forno pré-aquecido por 20 a 25 minutos ou até atingir o ponto desejado. Sirva com legumes refogados ou cozidos no vapor.

Talvez no final o meu prato não tenha ficado tão bonito quanto na foto da receita original nem tenha ficado como eu esperava que fosse ficar. Mas o sabor estava delicioso e isso é o que importa. Gostei de experimentar esta nova maneira de cozinhar peixes, com uma espécie de lagoa de vinho envolta dele. A técnica assegurou que a tilápia ficasse absurdamente macia e suculenta quando provei.

Também acho que vale usar esta ideia da receita para experimentar com outras combinações. Uma boa opção seria substituir a azeitona preta por alcaparras ou mesmo pimentões vermelhos picados bem pequenos. Para uma versão um pouco mais leve, vale também usar legumes como abobrinhas ou berinjelas para formar a crosta do peixe. Tenho certeza que ficariam divinos também.

Por hoje é só.

Bon appetit!