Nada melhor do que uma sopinha

Com esse frio todo que tem feito aqui em São Paulo ultimamente nada melhor do que uma bela sopinha para esquentar as noites geladas que tem me feito sofrer. Adoro preparar estas delícias nesta época do ano. São tantas opções maravilhosas que nem sei por onde começar.

A melhor parte de fazer sopas é que além de serem super nutritivas, são também bastante leves, não pesam no estômago e nos deixam com uma sensação de saciedade por bastante tempo. Eu prefiro fazer as minhas em casa, mas para quem quiser tomar uma sopinha por aí vale uma dica: fuja dos “cremes” que geralmente levam muito creme de leite ou leite gordo na preparação e mandam a boa forma para bem longe.

Caldo verde magro

Caldo verde magro

180 g de batata
50 g de cebola picada
1 dente de alho amassado
300 ml de caldo de legumes
100 g de couve manteiga cortada em tiras
60 g de peito de peru light cortado em tiras
azeite, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Aqueça uma panela antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue a cebola e o alho picados até ficarem aromáticos. Acrescente o caldo de legumes e deixe ferver. Cozinhe as batatas cortadas em cubos pequenos até ficarem levemente macias.
Com um amassador de batatas ou um garfo, amasse as batatas ainda dentro do caldo na panela para que forme uma espécie de purê rústico. Não precisa amassar demais para ficar homogêneo, o bacana e manter alguns pedaços de batata ainda intactos.
Junte a couve e o peito de peru cortados em tiras e deixe ferver por mais 2 ou 3 minutos para amaciarem. Tempere com sal e pimenta a gosto e sirva bem quente com torradinhas integrais ou um bela salada verde.

Gostei muito desta receita de caldo verde pois ela emagrece bastante a versão normal. Como não usa paio ou linguiça gorda na lista de ingredientes e opta pelo peito de peru light, a sopa ganha mais uma dimensão de leveza e torna-se uma perfeita aliada para estes dias frios de inverno.

Quando preparei o prato usei batatas inglesas comuns, mas nada impede que você use sua imaginação e substitua por batata doce ou mandioquinha. Com certeza com estas pequenas alterações a sopa vai ganhar ainda mais originalidade e irá transformar-se em uma experiência gastronômica única.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Viajando pela gastronomia mundial

Devo confessar que não conheço muito da culinária grega. Alguns poucos pratos aqui e ali formam o mínimo de experiência que já tive com esta cozinha mediterrânea tão saborosa. Mas apesar disso, sempre procuro me aventurar por caminhos novos e desconhecidos.

Dia desses achei uma receita do tal de “moussaka”. Prato característico da culinária da Grécia, ele é uma espécie de lasanha à base de carne de carneiro com batata, berinjela e molho de tomate. Muito provavelmente a versão que encontrei e preparei não é a mais tradicional já que no nome dizia ser a versão “rápida”. Mas nem por isso deixou de ser uma experiência fantástica e nova.

Moussaka de carne

Moussaka de carne

1 batata pequena
100 g de coxão mole moído
50 g de cebola picada
1 dente de alho amassado
1/2 lata de tomate pelado em cubos
60 ml de leite
1 clara
150 g de berinjela picada
1 col. de chá de canela em pó
1 col. de chá de noz moscada
2 col. de chá de cominho em pó
azeite, sal, orégano e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 230˚C.
Aqueça uma panela antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue a cebola e o alho até ficarem macios e aromáticos. Acrescente a carne e refogue até começar a dourar.
Tempere com sal, orégano, canela em pó, noz moscada, pimenta do reino e cominho em pó a gosto. Despeje metade da lata de tomate pelado em cubos e mexa bem para incorporar todos os temperos. Junte a berinjela picada e deixe ferver. Cozinhe em fogo médio mantendo uma leve fervura por 10 minutos ou até reduzir um pouco e a carne e a berinjela ficarem macias.
Unte uma forma refratária com um fio de azeite. Corte a batata em tiras bem finas com o auxílio de um cortador de legumes. Arrume uma primeira camada de batata no refratário e despeje a mistura de carne por cima. Acrescente o restante da batata formando uma outra camada.
Numa tigela, bata levemente com um garfo o leite e a clara até ficar homogêneo. Despeje por cima da mistura na forma refratária e leve para assar no forno pré-aquecido por 30 minutos ou até que o molho de leite fique firme. Sirva quente.

Moussaka enformado

Eu sei que esta não é a versão mais tradicional do prato típico grego só pelo fato de usar carne de vaca e não carneiro na composição. De qualquer maneira, prefiro usar essa já que é bem mais fácil de achar no supermercado. Mas apesar de não ser a versão “real”, meu mussaka de carne ficou absolutamente divino, principalmente pela mistura de temperos acrescentadas.

Sempre me divirto achando pratos de culinárias diferentes para testar. Posso até optar pelas versões mais simplificadas de receitas complicadas como esta, mas qualquer aventura no desconhecido precisa começar devagar. Com certeza irei tentar preparar a mais tradicional das mussakas num futuro próximo porque me encantei demais com o sabor deste prato.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Sequinhas e crocantes

Como comentei no post de ontem, o melhor acompanhamento para o clássico steak tartare são batatas chips assadas. Isso para quem não quiser enfrentar as verdadeiras batatas fritas que geralmente seguem junto do prato nos restaurantes típicos franceses. Não vejo muita vantagem em comer as batatas fritas sendo que estas ficam tão deliciosas quanto, mas cada um, cada um, né?

Já publiquei uma outra receita de batata chips assadas aqui no blog uns tempos atrás. Esta não é lá muito diferente, mas como usa a batata doce ao invés da batata inglesa comum o sabor fica outro e trás à refeição um toque especial. Quem quiser também pode salpicar um pouco de salsinha picada fresca por cima das batatas chips. Como não tinha em casa, fiz sem mesmo.

Chips de batata doce

Chips de batata doce

150 g de batata doce
azeite e sal a gosto

Modo de preparo:
Lave bem a batata e escove para tirar toda a sujeira e terra. Corte bem fininha, mantendo a casca, com o auxílio de um fatiador e legumes. Tempere com sal a gosto e regue com um fio de azeite.
Leve para assar em forno pré-aquecido em 230˚C por 30 minutos ou até que fiquem bem secas e crocantes. Vire as fatias da batata na metade do tempo para assar de maneira uniforme.

Para que as batatas fiquem bem sequinhas elas precisar ser cortadas o mais fino possível. O bom é utilizar um mandolin, espécie de cortador de legumes japonês que fatia vegetais bem fininhos. Eu, como não tinha um, fui na faca mesmo. Com isso, minhas fatias não ficaram de espessuras iguais e algumas não conseguiram ficar tão crocantes assim. Mas o sabor ficou delicioso do mesmo jeito.

Eu sempre indico nas receitas para temperar com sal a gosto pois acredito que cada um sabe a quantidade que agrada. Neste caso, vale ressaltar para colocarem um pouco mais do que seria o normal para vocês. Isso porque o sal ajuda a retirar a água da batata na hora que ela está assando. Desta forma, elas conseguem ficar mais sequinhas e crocantes quando estão no forno.

Por hoje é só.

Bon appetit!

O delicioso sabor da lembrança

Confesso: tem dias que morro de saudades dos anos que passei morando nos Estados Unidos. E sim, tenho saudades especialmente da comida que comia lá. Mas peraí, americano não come só fast food? Claro que não! Isso é uma visão deturpada que tenho tentado mudar desde que voltei para o Brasil.

Alias, existem diversos pratos tipicamente norte-americanos que são deliciosos e certamente não se assemelham em nada com os sanduíches das lanchonetes que vemos por aí. Com grande influência anglo-saxônica, a culinária dos Estados Unidos reúne também inúmeras características dos diversos povos que fizeram do país o que ele é hoje.

“Torta” de frango express (chicken pot pie)

“Torta” de frango express – (Chicken Pot Pie)

1 unidade de massa folhada para pastel de forno (30 g)
1 peito de frango cortado em cubos
150 ml de caldo de frango
1 folha de louro
100 g de batata cortada em cubos
100 g mix de vegetais congelados (com ervilha, vagem e cenoura)
1 col. de sopa cheia de farinha de trigo
30 ml de caldo de frango
azeite, sal, pimenta, tomilho e sálvia a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em temperatura alta (220˚C). Arrume a massa folhada numa travessa antiaderente untada com um fio de azeite. Corte a massa em quatro tiras médias e leve para assar até dourarem (aproximadamente 10 minutos).
Enquanto isso, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio e regue com um fio de azeite. Refogue os pedaços de frango até dourarem bem. Reserve.
Numa panela grande, ferva 150 ml de caldo de frango junto com a folha de louro. Acrescente a batata e cozinhe por 10 minutos até que fique macia. Junte o mix de vegetais congelados e deixe cozinhar por mais 2 minutos.
Numa tigela, misture a farinha com mais 30 ml de caldo de frango até que fique homogêneo e sem bolinhas. Derrame a mistura na panela e acrescente os cubos de frango dourados. Mexa bem e cozinhe até engrossar (de 2 a 3 minutos). Tempere com sal, pimenta, tomilho e sálvia a gosto. Sirva acompanhado das tiras de massa folhada.

Uma das preparações mais clássicas norte-americanas são as tortas, sejam elas doces ou salgadas. Esta que compartilho com vocês hoje é uma das mais apreciadas e é considerada uma verdadeira “confort food”. Ou seja, aquela comidinha super caseira que sua mãe prepara para você quando está doente e de cama.

A versão tradicional inclui uma crosta completa de massa podre normal para tortas. Entretanto, a versão que achei e testei em casa dá uma certa leveza ao prato fazendo dele um pouco mais saudável e com certeza mais rápido e fácil de preparar. No fim, o sabor é aquele que me acostumei a comer quando morava lá. Absolutamente deliciosa, esta torta cai muito bem numa noite friazinha de inverno.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Fechando com chave de ouro

Na hora de planejar um cardápio a dica que posso passar é pensar na refeição como algo completo. Quanto mais variada a comida e com o maior número de ingredientes diferentes, maior a chance dela formar parte de uma alimentação balanceada. Por isso, invista em alimentos com propriedades e características distintas que sejam boas fontes de proteínas, carboidratos, legumes, verduras e frutas.

Completando o cardápio do meu jantar especial, escolhi um acompanhamento que reunia tanto uma boa fonte de carboidrato quanto uma verdura para acrescentar fibras, vitaminas e minerais. Desta forma, consegui manter uma boa proporção de nutrientes no jantar inteiro. Sem contar que combinou perfeitamente com o prato principal que trouxe proteínas e frutas à mistura.

Vagem holandesa com batatas ao molho de tomate rústico

Vagem holandesa com batatas ao molho de tomate rústico

400 g de vagem holandesa
400 g de batata bolinha
300 g de tomate cereja
2 dentes de alho
60 – 120 ml de água
azeite, coentro, sal e pimenta calabresa a gosto

Modo de preparo:
Aqueça uma panela antiaderente funda em fogo médio. Regue com um fio de azeite e refogue os dentes de alho amassados até ficarem aromáticos. Corte as batatas em cubos pequenos e acrescente à panela mexendo para dourarem levemente. Derrame a água até cobrir todas as batatas e aumente o fogo para começar a ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por 5 minutos mantendo uma leve fervura.
Depois desse tempo, junte as vagens à panela e cozinhe por mais 3 minutos até que elas fiquem al dente. Caso seja necessário, acrescente mais um pouco de água. Por fim, coloque os tomates inteiros e tempere com sal, pimenta calabresa moída e coentro a gosto. Cozinhe por mais alguns minutos até que os tomates fiquem macios e formem um molho reduzido. Sirva a seguir.

Rende 4 a 6 porções.

A combinação da vagem com a batata e o tomate ficou suave e delicada sem transformar-se em algo sem graça demais. O fato de usar o tomate cereja inteiro e não tomates grandes cortados também acrescentou um toque levemente adocicado ao molho fazendo com que o sabor final ficasse mais complexo.

Dito isso, acho que talvez tenha faltado um quê a mais no tempero. Penso que alguns raminhos de tomilho ou alecrim acrescentados ao prato no final teriam complementado o sabor da batata e casariam muito bem com o gosto final do molho. Numa próxima vez que preparar este prato pretendo testar com novas combinações de ervas para ver como fica. De qualquer maneira, feito desta forma, o prato não deixa a desejar e ficou uma delícia.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Opções leves para o jantar

Nas últimas semanas compartilhei algumas receitas deliciosas de tortas e afins que são perfeitas para um jantarzinho simples e saboroso. As opções são inúmeras podendo incluir tortas de carne como esta ou mesmo uma torta com borda de massa mais tradicional como esta.

Seguindo essa linha, hoje trouxe para vocês uma outra opção que cai super bem num dia mais corrido. Desta vez a torta é mais parecida com uma quiche mas sem a borda de massa e sem o creme de leite fresco bastante pesado e gorduroso que faz parte das receitas tradicionais. A versão mais leve não deixa nada a desejar e ficou uma delícia.

Quiche pudim de legumes

Quiche pudim de legumes

1 caixa de seleta de legumes
2 ovos
1 clara
60 ml de leite desnatado
60 g de peito de peru light
2 col. de sopa cheias de queijo cottage
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Abra a caixa de seleta de legumes e escorra. Deixe sob água corrente alguns segundos para retirar o excesso de sal. Pique o peito de peru em fatias finas e reserve.
Numa tigela, bata levemente os ovos com um garfo. Junte o leite e o cottage e misture bem. Tempere com sal e pimenta a gosto.
Unte uma forma refratária antiaderente com um fio de azeite. Arrume os legumes no fundo da forma e coloque as fatias de peito de peru por cima. Despeje a mistura de ovos e leve ao forno pré-aquecido em 220˚C de 40 a 50 minutos ou até ficar completamente cozido. Sirva com uma saladinha verde e torradas integrais.

Rende 2 porções.

Quando preparei esta receita para mim estava sem muito tempo. Por isso usei a caixa de seleta de legumes que tinha uma mistura de ervilha, cenoura e batata em cubinhos. Entretanto, a melhor opção seria cortar vegetais frescos variados para incluir na quiche. Dessa forma também é possível escolher seus preferidos para colocar na receita.

O tempo de cozimento pode variar muito de forno para forno. O importante é retirar apenas quando a parte central da quiche estiver completamente cozida. Assim nos asseguramos de que os ovos estão totalmente prontos. Planeje-se com um pouquinho de antecedência para que o prato fique pronto na hora que for comer. Mas tenho certeza que a espera valerá a pena. O resultado final ficou divino.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Gostinho aconchegante

Sou absolutamente apaixonada por salmão. Adoro ele de qualquer forma, assado, grelhado, defumado, cru. Acho que foi por isso que me encantei tanto com a culinária japonesa quando a conheci. Tem coisa melhor do que saborear deliciosas fatias de sashimi de salmão fresquinhas?

Muito por isso estou sempre a procura de novas receitas e maneiras de preparar um belo salmão. Desta vez encontrei uma dica para fazer um sopão tipicamente americano. Cheio de vegetais e com consistência mais grossinha, o fato de ter salmão como carro chefe deixou o prato simplesmente espetacular. Pretendo incluir na minha lista de jantares diários.

Salmon chowder (sopão de salmão)

Salmon chowder (sopão de salmão)

1 filé médio de salmão
1/2 cenoura média cortada em rodelas
2 talos de salsão cortados em pedacinhos
100 g de floretes de couve-flor
1 batata pequena
300 ml de caldo de vegetais
1 maço de dill fresco picado
1 col. de sopa de cebolinha picada
1 col. de copa de mostarda
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Descasque e cozinhe a batata até ficar macia. Coe e amasse com um garfo para fazer um purê. (Se tiver restos de purê de batata na geladeira pode usar ele mesmo. Separe de 3 a 4 col. de sopa.) Reserve.
Numa panela antiaderente, refogue a cenoura e o salsão picados. Pingue um pouco de água para ajudar no processo. Acrescente o caldo, os floretes de couve-flor, a cebolinha e o salmão cortado em cubos grandes. Deixe ferver, abaixe o fogo e mantenha uma leve fervura até o salmão cozinhar (de 5 a 7 minutos).
Retire os pedaços do salmão e reserve num prato. À sopa, acrescente o purê de batata, o dill picado e a mostarda. Mexa bem para engrossar o caldo. Deixe ferver por mais alguns minutos, retorne o salmão cortado em pedaços ainda menores e tempere com sal e pimenta a gosto. Sirva em seguida.

Nunca fui muito fã de salsão então confesso que num primeiro momento fiquei nervosa quando vi os ingredientes desta receita. No fim resolvi testá-la do jeito que estava para ver no que ia dar. Para minha surpresa (e alívio) o sabor do salsão não se sobrepôs a nenhum outro dentro da sopa. Alias, ele complementou divinamente todos os outros sabores presentes.

A melhor parte mesmo é o saborzinho especial que o salmão acrescenta ao prato final. O fato dele ser cozido dentro do caldo com os legumes também ajuda a acentuar o gostinho característico desse peixe tão saboroso. Não mudaria nada nesta receita. E como já disse, entrou para minha lista de refeições que certamente repetirei diversas vezes.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Para devorar sem culpa

O post de hoje funciona, de certa forma, como um acompanhamento ao de ontem. Clássicos aperitivos da culinária mexicana, chips de milho ou de trigo são deliciosos, crocantes e altamente viciantes. Porém, o fato de serem fritos também significa que acumulam quantidades muito altas de gordura saturada tornando-os opções pouco recomendadas para um consumo regular.

Como alternativa, surgem os chips de batata assada. Por serem assados e não fritos, estão livres de gordura e conseguem ficar tão crocantes como os tradicionais seguindo alguns truques simples. E o melhor, além de servirem muito bem como aperitivo ao chili tex-mex de carne moída com feijão da receita de ontem, são ótimos para substituir aquele pacotinho de batatas industrializado que insistimos em devorar na hora do lanche. Não custa repetir, guloseimas ou salgadinhos quando feitos em casa geralmente acabam sendo mais saudáveis. Invista.

Chips de batata

Chips de batata

1/2 batata inglesa
sal grosso

Modo de preparo:
Lave bem a batata e corte em rodelas finas (não há necessidade de descascar). Deixe de molho numa tigela com água e gelo de 15 a 20 minutos. Escorra a água e seque bem as rodelas com papel toalha.
Forre o prato do microondas com duas camadas de papel toalha. Salpique sal grosso por cima das batatas e arrume no prato de microondas de modo que nenhuma fique por cima da outra. Se necessário divida e faça em duas etapas.
Leve ao microondas em potência máxima por 8 minutos parando no meio do tempo para virar de lado. Em seguida, coloque as batatas numa forma antiaderente e asse em forno baixo (180˚C) pré-aquecido por 10 minutos virando na metade do tempo. Sirva quente.

Segundo o livro do qual peguei a receita, o truque para as batatas ficarem crocantes são os 15 minutos que elas ficam de molho na água gelada. Já eu acrescentaria mais uma dica: certifique-se de cortar as rodelas bem finas mesmo. Quando preparei os chips, algumas saíram mais grossas e por isso não ficaram tão crocantes. Mesmo assim, as que consegui cortar bem fininhas ficaram perfeitas.

Na hora de colocar o sal, tenha cuidado para não exagerar. Fiz isso sem querer com algumas das minhas e elas ficaram um tanto salgadas demais. Para quem não tiver sal grosso em casa também pode usar o sal comum de cozinha. Entretanto, a vantagem do sal grosso é que ele não contamina tanto o sabor da batata tornando o sabor mais sutil. Além disso, é mais fácil controlar a quantidade acrescentada já que os grão são maiores.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Atravesando o atlântico

Receita tipicamente brasileira, o escondidinho é outro que pode entrar para o rol de refeições de um prato só. A combinação de ingredientes como carne seca, legumes cozidos e purê de mandioca faz com que um almoço de escondidinho reúna proporções balanceadas de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.

Mas esta delícia não fica restrita à culinária do país. Tampouco dispensa variações deliciosas como a utilização de carne moída e purê de batata ou abóbora na sua composição. Inúmeros países têm sua própria versão de pratos como este com algum tipo de carne coberto por purê. A que trago para vocês saborearem hoje vem do outro lado do atlântico e fala outra língua: o inglês.

Shepherd’s pie (escondidinho inglês)

Escondidinho inglês

150 g de batatas descascadas e cortadas
30 ml de leite desnatado
1 col. de sopa de queijo parmesão ralado
100 g de carne moída
1 col. de sobremesa de orégano
1 dente de alho
50 g de vagem holandesa
50 g de couve-flor
3 milhinhos
1 col. de sopa de molho de tomate
1 col. de sobremesa de molho inglês
60 ml de caldo de carne
1 col. de sobremesa de amido de milho
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:
para o purê de batata
Ferva 500 ml de água e cozinhe as batatas com um pouco de sal até ficarem macias (aproximadamente 20 minutos). Descarte a água. Numa tigela, junte as batatas com o leite e o queijo ralado. Amasse com um garfo e misture bem até formar um purê homogêneo.

para o recheio
Numa panela antiaderente, doure a carne moída temperada com sal e pimenta-do-reino juntamente com o dente de alho picado e o orégano de 5 a 6 minutos. Acrescente os vegetais picados e mexa cozinhando em fogo médio por mais alguns minutos até a carne ficar pronta. Adicione o molho de tomate e o molho inglês e misture bem para pegar todo o sabor. Dissolva o amido de milho no caldo de carne e despeje na panela mexendo sempre até engrossar (aproximadamente 1 minuto).

montagem
Despeje o recheio de carne e legumes numa forma refratária antiaderente. Por cima, arrume o purê de batata de forma que todo o recheio fique coberto. Leve ao forno baixo (180ºC) e asse por 40 minutos até dourar. Sirva imediatamente.

Shepherd's pie

Tradicionalmente feito com carne de ovelha, milho cozido, cenoura e ervilha, o prato aceita diversas pequenas modificações. Neste caso, optei por utilizar carne de boi moída por ser mais magra e mais fácil de encontrar nos supermercados. Além disso, troquei o milho cozido, a cenoura e a ervilha pelos outros vegetais que já tinha na minha geladeira.

Estas variações, inclusive, fazem parte da própria história deste prato que era preparado entre famílias de menor renda usando sobras de comida de dias anteriores. Isso porque na época (pleno século XIX) o consumo de comidas sofisticadas e o armazenamento de alimentos era algo caro e para poucos. Use a imaginação na hora de preparar esta receita e inclua uma variedade de cores e sabores que agradem o seu paladar.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Para os patriotas de plantão

Não fico procurando pratos especiais para comemorar feriados nem nada do tipo (a não ser natal e ano novo, porque, né). Mas quando vi esta receita, pensei que seria uma opção divertida e engraçada para fazer num 7 de setembro qualquer.

Claro que o toque patriota vem diretamente das cores dos ingredientes. E caso você queira preparar este prato mudando as cores não teria o menor problema. Alias, variar é sempre legal. E a versatilidade deste prato permite mil e uma combinações. Ou seja, melhor impossível.

Pescada verde-amarela

Pescada verde-amarela

200 g de filé de pescada (ou outro peixe branco)
1 batata cortada em rodelas
1/2 pimentão verde em rodelas
1/2 pimentão amarelo em rodelas
1/2 cebola em rodelas
suco de 1 limão
200 ml de vinho branco
sal, pimenta-do-reino e salsa a gosto

Modo de preparo:
Tempere os filés de pescada com sal e pimenta a gosto. Mergulhe o peixe no suco de limão e vinho branco e deixe marinando por aproximadamente 30 minutos.
Numa forma refratária, arrume as batatas, as cebolas e os filés. Por cima, decore com as rodelas dos pimentões e regue com o molho da marinada. Leve ao forno médio (220ºC) pré-aquecido por 20 minutos, até que os filés estejam macios e cozidos. Polvilhe salsa a gosto e sirva em seguida.

Além de absurdamente fácil, este peixe é deliciosamente leve e saboroso. Os pimentões já funcionam muito bem como legumes de acompanhamento e a batata dispensa outra fonte de carboidrato. Com isso, nada melhor do que uma bela e colorida salada para acompanhar.

Se a intenção é preparar este prato realmente num 7 de setembro qualquer, vale brincar com outros pratos típicos dos vários cantinhos do país para acompanhar. Que tal fazer uma divina cartola com bananas, canela e açúcar como sobremesa? Por fim, salpique castanha de caju por cima do peixe depois de assado e antes de servir para dar aquele toque final.

Por hoje é só.

Bon appetit!