A globalização da culinária

A globalização que vivemos hoje já atingiu tantos níveis da sociedade que não tinha como a gastronomia ficar de fora. Por um lado isso é ótimo já que permite que todos conheçam as diversas culinárias que existem no mundo. O problema é que com essa globalização inevitavelmente ocorrem também a generalização das comidas.

Explico: muitos pratos típicos de algumas regiões são alterados ou modificados levemente para adequar-se ao paladar do local em que são introduzidos. Com isso, corre-se o risco de várias comidas, teoricamente diferentes, acabarem ficando com sabor extremamente parecido.

Bife mongol

Bife mongol

10 ml de shoyu
1/2 col. de sopa de açúcar
1/2 col. de sopa de maizena
1 col. de chá de molho de ostra
1 col. de chá de vinagre de arroz
1 col. de chá de curry vermelho
100 g de filé mignon
200 g de abobrinha
10 g de cebolinha
1 dente de alho
azeite, gengibre, sal e pimenta calabresa a gosto

Modo de preparo:
Numa tigela pequena, junte o shoyu, o açúcar, a maizena, o molho de ostra, o vinagre de arroz e o curry vermelho até que fique bem homogêneo. Reserve.
Aqueça uma panela wok antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue o dente de alho amassado até que fique aromático. Acrescente a abobrinha cortada em tirinhas e refogue por 2 minutos até começar a amolecer. Acrescente a carne cortada em tiras e refogue por alguns minutos até que fique quase no ponto.
Junte a cebolinha cortada também em tirinhas, salpique com gengibre em pó e sal a gosto e mexa mais um pouco. Derrame o molho reservado e a pimenta calabresa a gosto. Termine de mexer até o molho encorpar levemente e a carne atingir o ponto desejado. Sirva com arroz integral ou jasmim.

Muitos já devem ter achado que as comidas de países asiáticos como a China, Tailândia, Indonésia e Vietnã são todas iguais. A verdade é que elas possuem verdadeiras semelhanças, até pela proximidade dos países o que acaba resultando numa familiaridade entre os ingredientes usados.

Apesar disso, todas essas culinárias possuem toques diferentes e quando são apreciadas da maneira original podem ser identificadas pelo que realmente são. A receita de hoje trás toques especiais da Mongólia, mas certamente a receita que testei não deixa de ter também elementos dessa culinária “globalizada”. Acho que para comer um bife mongol de verdade só mesmo indo visitar a Mongólia. Quem sabe um dia, não é?

Por hoje é só.

Bon appetit!

Reaproveitando ingredientes

Com essa história de ficar cozinhando pratos diferentes todos os dias acabo tendo que comprar muitos ingredientes distintos cada vez. E como sou só eu (e, excepcionalmente esta semana, minha mãe) faço pequenas quantidades de comida para não sobrar. Mas é quase impossível comprar só um pimentão ou só uma cenoura no supermercado. E mesmo quando dá, um pimentão inteiro, por exemplo, é sempre maior do que a quantidade que realmente preciso.

Foi o que aconteceu esta semana. O menor pimentão vermelho que tinha no supermercado era enorme, mas tive que comprar ele mesmo para preparar o cação que fiz na segunda. Não usei nem a metade. Conclusão, para o cardápio de hoje, procurei algo que também levasse esse ingrediente para que não precisasse comprar outras coisas e acabasse com muitas pequenas sobras na minha geladeira.

A receita que escolhi foi do mesmo livro que usei na segunda. Bife Rolê com cenoura, pimentão e cebola, regado à molho de tomate. Ficou sensacional!

Bife Rolê

Bife Rôle

4 bifes de filé mignon cortados bem fininhos
1/2 cenoura cortada em tirinhas
1/4 pimentão vermelho cortado em tirinhas
1/2 cebola
1 tomate
1/2 tablete de caldo de carne
sal, pimenta-do-reino, sálvia, manjericão e salsinha a gosto

Modo de preparo:
Tempere o filé mignon com o sal, a pimenta e a sálvia. Corte uma parte da cebola em tirinhas, sendo 2 para cada bife. Faça o mesmo com a cenoura e o pimentão. Coloque os vegetais no meio do filé aberto. Enrole o bife para que a cenoura, a cebola e o pimentão fiquem no meio. Espete com palitos para firmar.
Para o molho, pique o restante da cebola e o tomate e coloque em uma panela. Ligue o fogo para que o tomate comece a soltar um pouco da água. Acrescente 1/2 tablete de caldo de carne e misture bem. Quando o molho estiver com consistência de purê, bata no multiprocessador com um pouco de água até ficar homogêneo. Retorne a panela e cozinhe mais um pouco em fogo baixo para engrossar. Quando estiver quase pronto, adicione o manjericão e mexa bem.
Em outra panela, coloque os bifes e regue com o molho. Cozinhe em fogo baixo até que a carne fique macia. Na hora de servir, salpique salsinha por cima.

A receita do molho de tomate é a mais simples que tem. Para dar um pouco mais de consistência e volume, vale colocar 2 ou 3 col. de sopa daquele molho Pomarola Lévia que mencionei num outro post. Além disso, se você não encontrar manjericão fresco, pode comprar o Pomarola sabor manjericão que também faz o mesmo efeito. Claro que o gostinho delicioso do manjericão não fica tão pronunciado se você usar só o do molho industrializado, mas é uma alternativa caso você não encontre o tempero in natura.

Para facilitar na hora de preparar os bifes, uma sugestão é enrolá-los com papel alumínio e deixar na geladeira por uns 10 minutos antes de cozinhar. Assim, quando você for firmar com os palitos eles já vão estar no formato certo e não correm o risco de ficar abrindo dentro da panela.

Amanhã compartilho com vocês o risoto modificado de aspargos que fiz para acompanhar a carne. Ficou uma delícia.

Por hoje é só.

Bon appetit!