Adaptações caseiras

Desde que vim morar em São Paulo, há um ano e quatro meses, apaixonei-me perdidamente pela culinária japonesa. Também, não é para menos. Não sei os números exatos, mas se existem 6 mil pizzarias aqui na capital, certamente existem pelo menos 4 mil restaurantes japoneses, entre os mais tradicionais e as temakerias ou outras variedades com comida “rápida”.

Já provei de tudo: sushi, tempurá, yakisoba, temaki, tepan. Mas meu preferido com certeza é o bom e simples sashimi. Se pudesse, comeria num restaurante japonês diferente cinco dias na semana. O problema é que não é uma comida exatamente barata. E dá para entender. Peixes frescos de boa qualidade também não são todos baratos e para comê-los cru tem que ser o melhor, certo?

Banquete japonês caseiro

Banquete japonês caseiro

150 g de atum fresco
100 g de edamame congelado
azeite e shoyu light a gosto

Modo de preparo:
Pegue uma faca bem afiada e vá cortando o atum em tiras finas em sentido diagonal do filé. Respeite também o comprimento natural do peixe.
Ferva 300 ml de água e derrame o edamame congelado. Quando voltar a ferver, cozinhe por 2 a 3 minutos e escorra. Sirva regado com um fio de azeite.

Tudo bem que este banquete não é lá um BANQUETE, mas resolvi fazer para mim numa noite qualquer na qual me bateu uma vontade absurda de comer sashimi mas estava com preguiça de sair de casa. Como tinha um filé lindo de atum em casa resolvi testar minhas habilidades de sushiwoman para ver no que dava.

Confesso que não ficou perfeito, certamente precisaria de algumas horas de aula com um profissional da área para conseguir cortar o sashimi da maneira correta. Mas meu jantarzinho singelo ficou uma delícia! O edamame geralmente é servido salpicado de sal grosso mas eu prefiro comê-lo regado com azeite. No fim ficou tudo divino e a conta saiu bem mais barata. Melhor impossível.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Seguindo as tendências no mundo da gastronomia

Quem acompanha as tendências no mundo gastronômico já deve ter percebido que a nova comida da moda é a peruana. Por algum motivo que, confesso desconheço, a culinária deste país tão tradicional caiu nas graças de chefs e connaisseiurs mundo afora.

O prato mais típico (e mais conhecido) é o ceviche. Pegando carona na moda de degustar dos peixes crus, já associada à culinária japonesa, o ceviche é uma versão tropical e latinoamericana desta tendência. A diferença é que o peixe no ceviche não fica completamente cru já que é “cozido” em suco de limão durante horas. Além do efeito óbvio de cozinhar o peixe, o ácido do limão traz um tempero absolutamente delicioso ao peixe. Vale a pena experimentar.

Pseudo-ceviche

Pseudo-ceviche

1 filé de tilápia (120 g)
100 g tomate cereja
100 g pimentão verde
suco de 3 limões
1/4 de cebola
4 azeitonas pretas picadas
2 col. de sopa de coentro
1 col. de chá de orégano
1/2 col. de chá de molho de pimenta malagueta
sal

Modo de preparo:
Coloque o filé de tilápia numa frigideira antiaderente e cubra com água. Deixe ferver, tampe e desligue o fogo. Deixe “cozinhar” durante 5 minutos.
Enquanto isso, corte os tomates em quatro, os pimentões em pedaços quadrados e a cebola em fatias finas. Junte com as azeitonas e o suco dos limões numa tigela. Transfira o filé de tilápia para a tigela e misture delicadamente aos demais ingredientes. O peixe deve quebrar em pedaços.
Tempere com coentro, orégano, molho de pimenta e sal a gosto. Cubra e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos antes de servir. Coma gelado com torradinhas integrais.

Esta receita é chamada de “pseudo-ceviche” porque a tilápia é pré-cozida em água fervente por alguns minutos. Entretanto, como o processo de cozimento não é completo, o suco do limão acaba continuando o processo como num ceviche tradicional.

Mesmo não sendo totalmente cru, o peixe deste pseudo-ceviche fica absolutamente delicioso. Todos os demais sabores estão presentes, como o limão, a cebola, o coentro e a pimenta. Alias, vale ressaltar que uma característica fundamental de qualquer ceviche é a pimenta. Se você não é muito fã pode colocar bem pouquinho (como eu), mas um toque apimentado tem que ter. Nem que seja só para dar um gostinho.

Por hoje é só.

Bon appetit!

A emoção da primeira vez

Confesso que algum tempo atrás tinha certa resistência em comer coisas cruas. Entretanto, depois que aprendi a comer sushi e me apaixonei perdidamente as coisas começaram a fluir naturalmente. O próximo passo lógico seria evoluir do quibe assado (que eu já adorava) para o quibe cru. Foi amor à primeira garfada.

A partir desse ponto não demorou muito eu já queria experimentar meus dotes culinários e preparar essa delícia em casa. E convenhamos, os bons restaurantes árabes que oferecem esse prato geralmente cobram caro por ele. Ou seja, nada melhor do que aprender para fazer em casa mesmo. E digo com absoluta convicção que ficou igualzinho ao dos restaurantes: sensacional!

Quibe cru

Quibe cru

150 g de filé mignon moído (ou outra carne magra de sua preferência)
60 g de trigo para quibe
2 col. de sopa de hortelã fresca picada
1/2 cebola picada
3 col. de sopa de cebolinha picada
1 limão tahiti
sal e pimenta-do-reino a gosto
folhas de hortelã para decorar

Modo de preparo:
Coloque o trigo para quibe numa tigela e cubra com água em temperatura ambiente. Deixe de molho durante duas horas. Depois, coe o trigo e esprema bem com as mãos para sair toda a água.
Em outra tigela, tempere a carne moída com sal e pimenta a gosto. Acrescente o trigo, a hortelã e metade da cebola picada. Misture bem com as mãos até ficar completamente homogêneo. Leve à geladeira por 30 minutos. Na hora de servir, arrume no prato com o restante da cebola picada, a cebolinha picada e decore com as folhas de hortelã. Regue com o suco de limão a gosto.

Enquanto procurava receitas de como fazer quibe achei algumas com detalhes diferentes. Por exemplo, alguns lugares falavam da necessidade de deixar o trigo de molho para depois espremê-lo antes de usar. Já outros diziam que esse passo era desnecessário e apenas falavam em lavar bem o trigo usando de 5 a 10 águas diferentes.

Como já tinha ouvido falar que era necessário deixar o trigo de molho, resolvi seguir a receita que falava para fazer isso. Deu super certo e ficou uma delícia. Não sei se fazendo do outro jeito também funciona, talvez valha a pena testar para saber. De qualquer maneira, nada melhor do que um receita simples e prática como esta para preparar num dia corrido das férias.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Iguarias deliciosas

A receita que vou compartilhar hoje é bastante especial para mim. Desde que vim morar em São Paulo me apaixonei pela culinária japonesa e todas as delícias que ela tem para oferecer. Isso inclui principalmente os diversos sushis e sashimis feitos com peixe cru, iguaria que anteriormente jurava que jamais conseguiria apreciar.

Pois bem, provei e me deliciei. Desde então, venho querendo fazer algo com peixe cru para saborear no aconchego da minha casa. E foi aí que achei esta receita. Absurdamente fácil – claro, não precisa cozinhar nada – ela ficou ainda mais deliciosa do que eu poderia imaginar. Há várias maneiras de preparar um tartare, mas este achei ideal para fazer num jantarzinho íntimo comigo mesma. Uma delícia.

Tartare de salmão

Tartare de Salmão

150 g de salmão limpo, sem pele e sem gordura cortado em cubinhos
1/2 cebola picada em cubinhos
3 alcaparrões picados
1 limão
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Ao comprar o salmão, peça para o peixeiro limpá-lo, tirar a pele, espinhas e gordura aparente e cortá-lo em cubinhos de aproximadamente 0,5 cm. (Acredite, isso facilita bastante a vida na hora de preparar o prato.)
Numa tigela, misture os pedaços de salmão com a cebola e os alcaparrões picados. Tempere com sal e pimenta a gosto e arrume numa tigela individual com aro. (Caso não tenha uma, como eu, uma forminha tipo ramekin funciona perfeitamente.)
Leve à geladeira por 30 minutos antes de servir para firmar no formato. Na hora de servir, desenforme, regue com o suco do limão e decore com uma rodela de limão.

Fiquei absolutamente encantada com este prato. Digamos que ele se aproxima muito mais do ceviche peruano do que dos sushis ou sashimis japoneses, mas o que vale é o sabor delicioso do salmão fresco consumido cru. Por isso mesmo, lembre-se de regar com o suco do limão apenas no momento de servir já que o ácido cítrico da fruta começa a decompor as proteínas do peixe e acaba “cozinhando-o”.

No fim o tartare fica uma delícia puro, mas sugiro servir com torradinhas integrais para acompanhar. E mesmo não sendo exatamente japonês, vale comer com hashi. Porque, convenhamos, tem jeito mais gostoso de comer peixe cru do que com esses pauzinhos? Claro que não!

Por hoje é só.

Bon appetit!