Viajando pela gastronomia mundial

Devo confessar que não conheço muito da culinária grega. Alguns poucos pratos aqui e ali formam o mínimo de experiência que já tive com esta cozinha mediterrânea tão saborosa. Mas apesar disso, sempre procuro me aventurar por caminhos novos e desconhecidos.

Dia desses achei uma receita do tal de “moussaka”. Prato característico da culinária da Grécia, ele é uma espécie de lasanha à base de carne de carneiro com batata, berinjela e molho de tomate. Muito provavelmente a versão que encontrei e preparei não é a mais tradicional já que no nome dizia ser a versão “rápida”. Mas nem por isso deixou de ser uma experiência fantástica e nova.

Moussaka de carne

Moussaka de carne

1 batata pequena
100 g de coxão mole moído
50 g de cebola picada
1 dente de alho amassado
1/2 lata de tomate pelado em cubos
60 ml de leite
1 clara
150 g de berinjela picada
1 col. de chá de canela em pó
1 col. de chá de noz moscada
2 col. de chá de cominho em pó
azeite, sal, orégano e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 230˚C.
Aqueça uma panela antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue a cebola e o alho até ficarem macios e aromáticos. Acrescente a carne e refogue até começar a dourar.
Tempere com sal, orégano, canela em pó, noz moscada, pimenta do reino e cominho em pó a gosto. Despeje metade da lata de tomate pelado em cubos e mexa bem para incorporar todos os temperos. Junte a berinjela picada e deixe ferver. Cozinhe em fogo médio mantendo uma leve fervura por 10 minutos ou até reduzir um pouco e a carne e a berinjela ficarem macias.
Unte uma forma refratária com um fio de azeite. Corte a batata em tiras bem finas com o auxílio de um cortador de legumes. Arrume uma primeira camada de batata no refratário e despeje a mistura de carne por cima. Acrescente o restante da batata formando uma outra camada.
Numa tigela, bata levemente com um garfo o leite e a clara até ficar homogêneo. Despeje por cima da mistura na forma refratária e leve para assar no forno pré-aquecido por 30 minutos ou até que o molho de leite fique firme. Sirva quente.

Moussaka enformado

Eu sei que esta não é a versão mais tradicional do prato típico grego só pelo fato de usar carne de vaca e não carneiro na composição. De qualquer maneira, prefiro usar essa já que é bem mais fácil de achar no supermercado. Mas apesar de não ser a versão “real”, meu mussaka de carne ficou absolutamente divino, principalmente pela mistura de temperos acrescentadas.

Sempre me divirto achando pratos de culinárias diferentes para testar. Posso até optar pelas versões mais simplificadas de receitas complicadas como esta, mas qualquer aventura no desconhecido precisa começar devagar. Com certeza irei tentar preparar a mais tradicional das mussakas num futuro próximo porque me encantei demais com o sabor deste prato.

Por hoje é só.

Bon appetit!

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Em busca da porção ideal

Não tem como não se encantar com as delícias da culinária italiana. Pratos saborosos e fartos fazem parte desta tradicional gastronomia apreciada e devorada por todos. Além de fantásticas, as receitas tipicamente italianas sempre trazem consigo um ar de maternal, como se tivessem sido preparadas com muito amor e carinho pela nonna.

Até aí tudo ótimo. O problema está nas porções, especialmente para quem mora sozinho. Preparar um espaguetti simples para uma pessoa só não é tão problemático. Mas degustar de uma bela lasanha em porção única exige um pouco mais de dor de cabeça. Caso contrário você acaba com restos que irão durar a semana toda. A solução está no meu achado de hoje: a tal da lasanha enrolada.

Lasanha enrolada

Lasanha enrolada

3 folhas de lasanha
2 col. de sopa de queijo cottage
100 g de espinafre
100 g de shitake fresco
1 col. de sopa de azeitona preta picada
1 un. de queijo Babybel bolinha light ralado (ou 20 g de mussarela light ralada)
7 col. de sopa de molho de tomate light industrializado
pimenta calabresa e sal a gosto

Modo de preparo:
Ferva 500 ml de água e coloque as folhas de lasanha para amolecer (apenas 2 ou 3 minutos). A intenção é apenas deixá-las maleáveis e não cozidas. Reserve.
Corte o espinafre e o shitake em tiras finas. Numa panela antiaderente, refogue os dois até murcharem (aproximadamente 5 minutos). Transfira para uma tigela e acrescente o cottage, as azeitonas e metade do molho de tomate. Tempere com sal e pimenta calabresa a gosto.
Para montar os enrolados, posicione uma das folhas de lasanha em cima de um prato. Acrescente 1/3 do recheio e enrole com cuidado. Arrume numa forma antiaderente com a aba para baixo. Repita o procedimento com as demais folhas. Regue os enrolados com o restante do molho e decore por cima com o queijo bolinha light ralado.
Leve ao forno médio (200˚C) pré-aquecido por 30 minutos (ou até que as folhas de lasanha estejam cozidas e o queijo derretido). Sirva quente.

Quando descobri esta maneira diferente e divertida de preparar uma lasanha individual fiquei fascinada. A melhor parte é que, como toda lasanha, o recheio está aberto a modificações dependendo do gosto e disponibilidade dos ingredientes. O único problema que vejo é a demora em ficar pronta, mas isso é um mal necessário de qualquer lasanha.

Outra vantagem é a possibilidade de escolher quantos enrolados preparar. Ou seja, não só é possível degustar desta receita num almoço solitário de sábado como também num almoço familiar de domingo. Se não quiser ter o trabalho de ferver a água para amolecer as folhas de lasanha invista nas versões frescas refrigeradas que são naturalmente macias. Assim você terá um trabalho a menos na hora de preparar esta delícia.

Por hoje é só.

Bon appetit!

A arte de fazer adaptações

O fato de morar sozinha às vezes implica na arte de adaptar receitas para caber no bolso ou aproveitar ingredientes que sobraram na geladeira de preparações passadas. Por isso, nem sempre consigo seguir 100% as sugestões presentes nos livros. Incrivelmente, algumas dessas mudanças acabam criando pratos tão bom quanto, ou mesmo até melhores dos pretendidos.

Pra variar, hoje fiz adaptações numa receita de lasanha de abobrinha para não ter que sair para comprar ingredientes diferentes que iriam, de novo, sobrar na minha geladeira. Em vez disso, usei os que já tinha comprado para fazer outros pratos ao longo da semana e o resultado ficou sensacional. Talvez na foto não pareça, mas aposto que o gosto da minha lasanha estava tão bom quanto se tivesse seguido à risca a receita do livro.

Lasanha de abobrinha

Aqui compartilho a minha adaptação na receita. Depois explico quais eram os ingredientes inicialmente sugeridos.

Lasanha de abobrinha

200 g de abobrinha italiana
60 g de blanquet de peito de peru light
2 col. de sopa de queijo cotage
80 ml de leite desnatado
1 col. de sobremesa de farinha de trigo
10 g de ricota fresca esfarelada para polvilhar
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:
Numa panela antiaderente, ferva 500 ml de água com sal a gosto. Corte a abobrinha em fatias finas no sentido do comprimento e leve para cozinhar por 3 minutos na água. Quando estiver al dente, retire as fatias e reserve.
Dissolva a farinha de trigo no leite desnatado. Coloque numa panela antiaderente e tempere com pimenta-do-reino a gosto. Cozinhe em fogo baixo até engrossar e formar um creme homogêneo, mexendo sempre para não “empelotar”.

Montagem:
Em uma forma refratária, disponha uma camada com 1/3 da abobrinha. Por cima, acrescente uma camada com metade do peito de peru e metade do queijo cotage. Repita a operação para formar mais uma camada de cada ingrediente. Certifique-se que, no fim, a última camada seja de abobrinha. Despeje o molho branco por cima da lasanha e salpique a ricota esfarelada. Leve ao forno pré-aquecido em 200ºC até gratinar (aproximadamente 20 minutos).

A grande alteração que fiz em relação à receita original foi usar blanquet de peito de peru light em vez de carne moída. Fiz isso simplesmente pela facilidade de já ter o peito de peru em casa. Mas a outra opção certamente ficaria uma delícia também. Para quem quiser fazer com a carne moída, a sugestão é refogá-la numa panela antiaderente com alho e cebola picados, sal, tomilho e molho inglês a gosto. Depois é só montar a lasanha da mesma maneira alternando camadas de abobrinha com camadas de carne moída.

Outra mudança que fiz foi utilizar o queijo cotage e a ricota esfarelada. Na receita original, as camadas da lasanha não incluíam queijo. Apenas na última camada acrescentava-se uma col. de sobremesa de mussarela light ralada para polvilhar na hora de gratinar. Entretanto, quis colocar o cotage para dar um pouco mais de sabor e volume à minha lasanha. Da mesma forma, resolvi substituir a mussarela light pela ricota por dois motivos: o primeiro era o fato de já ter ricota em casa e o segundo por esta ser uma opção mais light já que contem menos gordura que a mussarela.

Fazer lasanha com vegetais como abobrinha ou berinjela é uma ótima alternativa à usar a tradicional massa. Além de ficar bastante saboroso, evita-se comer muito carboidrato desnecessariamente e torna a dieta rica em fibras e nutrientes. Vale também preparar uma lasanha que alterne camadas de abobrinha e berinjela. Fica uma delícia.

Por hoje é só.

Bon appetit!