Em busca do molho perfeito

Um dos cortes mais nobres de carne vermelha, o filé mignon saboreado sozinho, apenas temperado com uma pitada de sal e pimenta do reino moída na hora, já é suficiente para fazer uma refeição absolutamente deliciosa. Entretanto, o sabor suave e suculento deste corte também permite uma imensidade de molhos como acompanhamento.

Para deixar seu prato mais sofisticado, vale experimentar com diversas possibilidades de ingredientes para criar vários molhos saborosos. Cada vez que escolho preparar um filé mignon para meu almoço gosto de procurar um acompanhamento diferente e interessante. Desta vez achei um super simples de fazer e o sabor final ficou incrível.

Filé mignon com geleia de tomate

Filé mignon com geleia de tomate

1 medalhão de filé mignon
1 col. de sopa de cebolinha picada
1 dente de alho amassado
100 g de tomate picado
30 ml de água
15 ml de vinagre balsâmico
azeite, sal, pimenta e alecrim a gosto

Modo de preparo:
Tempere o filé mignon com sal, pimenta e alecrim a gosto. Leve para assar numa forma refratária antiaderente em forno pré-aquecido a 200˚C por 20 minutos ou até ficar no ponto desejado.
Enquanto o filé estiver assando, aqueça uma panela antiaderente em fogo médio e regue com um fio de azeite. Refogue a cebolinha picada e o alho amassado até ficarem aromáticos (de 1 a 2 minutos). Acrescente o tomate picado, a água e o vinagre balsâmico. Deixe ferver e abaixe o fogo mantendo uma leve fervura. Cozinhe de 10 a 15 minutos até reduzir bastante e ficar bem concentrado. Sirva a geleia de tomate por cima do filé e decore com um raminho de alecrim.

Confesso que antigamente não era muito fã de alecrim. Depois descobri que esta erva é uma das melhores para temperar carnes vermelhas já que seus sabores se complementam muito bem. O segredo, então, é saber a quantidade certa para usar. De modo geral o que vale é o gosto de cada pessoa. Entretanto, como o alecrim tem um sabor bem forte, se você não estiver muito acostumado com ele comece usando bem pouquinho.

Nesta receita o tempero do alecrim casou perfeitamente com a geleia de tomate. Como o vinagre balsâmico tem um leve toque agridoce, o molho passa por um processo leve de caramelização. Assim, o sabor final da geleia junta uma constelação de sensações que transformam o prato final numa verdadeira delícia.

Por hoje é só.

Bon appetit!

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Complementando sabores

Adoro descobrir novos molhos para fazer como acompanhamento de um bom medalhão de filé mignon. As inúmeras combinações de ingredientes funcionam como inspiração de novas criações que um dia posso chegar a fazer (quando estiver num nível mais avançado de habilidades na cozinha).

Enquanto esse dia não chega aproveito para testar algumas receitas interessantes que ando descobrindo por aí. Esta de hoje preparei para minha mãe quando ela estava me visitando. Da minha parte achei o molho delicioso e pelo que ela me contou também achou que ficou bem gostoso. Se era mentira ou não para agradar a filhinha não tenho como saber, mas a cara está bastante apetitosa, não?

Filé mignon ao porto com mostarda

Filé mignon ao porto com mostarda

2 medalhões de filé mignon
60 ml de caldo de carne
60 ml de vinho do porto
2 col. de sopa cheias de mostarda com grãos
sal, pimenta e tomilho a gosto

Modo de preparo:
Tempere os filés com sal e pimenta a gosto. Arrume numa travessa antiaderente e leve para assar em forno pré-aquecido a 200˚C por 20 minutos ou até ficar no ponto desejado. Reserve.
Para fazer o molho, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio. Coloque o vinho do porto e o caldo de carne na panela e deixe começar a ferver. Acrescente tomilho a gosto e mexa para cozinhar e reduzir um pouco (aproximadamente 3 minutos). Por fim, adicione a mostarda e mexa bem para incorporar. Deixe ferver mais um pouco (de 30 segundos a 1 minutos) e regue por cima do filé. Sirva acompanhado de arroz selvagem e legumes cozidos.

Rende 2 porções.

Super fácil de fazer o molho combina sabores bem interessantes que acabam complementando-se. O doce do vinho do porto e o picante e intenso da mostarda formam um par delicioso e combinam brilhantemente com o sabor característico da carne vermelha.

Se quiser deixar o molho ainda mais especial e completo vale acrescentar cebolinha picada e alho amassado. Confesso que não coloquei no dia que preparei pois não tinha esses ingredientes em casa. Numa próxima vez que fizer este prato penso também em incluir um toque de limão. Acho que o sabor irá ficar completo e maravilhoso.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Molhos especiais

Preparar medalhões de filé mignon para o almoço pode parecer um prato simples demais ou até sem graça. Realmente, comer apenas um pedaço de carne sem nada para acompanhar, mesmo que seja um suculento filé mignon, tem seu lado simplório demais.

Mas aqui entra a individualidade e criatividade essencial de todo cozinheiro. Um belo molho faz toda a diferença na hora de saborear um medalhão desta carne, uma das mais saudáveis que há para comer. O importante para manter o prato saudável é escolher um molho saboroso mas não muito cremoso como este que descobri esses dias.

Filé mignon ao molho de shitake

Filé mignon ao molho de shitake

1 medalhão de filé mignon médio
100 g de shitake fresco
1 dente de alho picado
3 col. de sopa de cebola picada
60 ml de caldo de carne
20 ml de vinho branco seco
5 ml de vinagre balsâmico
1 col. de sopa de cebolinha picada
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Tempere o filé com sal e pimenta a gosto. Leve para assar em forno médio (180˚C) pré-aquecido por 20 minutos ou até atingir o ponto desejado. Reserve.
Para preparar o molho, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio e refogue a cebola e o alho picados por 2 ou 3 minutos até começarem a ficar macios. Acrescente o shitake fatiado e continue refogando por mais alguns minutos até o cogumelo murchar um pouco.
Despeje o caldo de carne, o vinho branco e o vinagre balsâmico e cozinhe mexendo de vez em quando até reduzir e engrossar levemente (aproximadamente 5 minutos). Adicione a cebolinha picada, mexa mais um pouco e desligue o fogo. Regue a carne com o molho e sirva acompanhado de arroz selvagem e legumes cozidos.

Apesar de não usar amido ou farinha, o molho consegue engrossar bem ao cozinhar por alguns minutos devido ao vinagre balsâmico que tem um toque adocicado. Isso sem falar na combinação do vinagre com o vinho e o sabor fresco do shitake que tornam este molho absolutamente divino.

A quantidade indicada na receita rende bastante molho e chega a ser suficiente para duas pessoas. Entretanto, preparei desta mesma forma apenas para mim e estava tão gostoso que comi tudo. Já tinha feito outros molhos parecidos à base de cogumelos frescos, mas este conseguiu subir para o topo da lista pela fantástica combinação de sabores. Ficou simplesmente sensacional.

Por hoje é só.

Bon appetit!

A importância da variedade

Com a semana santa batendo à porta chega a hora de tirar o pó de todas as receitas que temos guardadas de peixes suculentos e deliciosos. Entretanto, comer uma coisa só tanto tempo seguido pode enjoar. O bom é garantir uma variedade nos ingredientes das preparações que antecedem o festival de frutos do mar que está por vir.

Pensando nisso, nada melhor do que aproveitar esta quinta-feira pré sexta-feira santa para saborear um belo medalhão de filé mignon. Esta receita não tem nada de muito elaborado, criei num momento de extrema correria no qual tinha pouquíssimos ingredientes em casa. Mas ela ficou tão saborosa que tinha que compartilhar.

Filé mignon aromático

Filé mignon aromático

1 medalhão de filé mignon médio
1 dente de alho amassado
1 col. de chá de tomilho
1 col. de chá de sálvia
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Tempere o filé com sal e pimenta a gosto. Amasse o dente de alho e misture com o tomilho e a sálvia. Cubra toda a carne com essa misture e leve para assar numa forma refratária anti-aderente em forno pré-aquecido a 200˚C. Asse em forno médio-baixo por 20 minutos para que cozinhe por completo e lentamente. Assim a carne não ficará ressecada e permanecerá suculenta e levemente rosada por dentro. Sirva acompanhado de vegetais no vapor.

O bom desta receita é que não requer nenhuma sofisticação nem muito tempo de esforço para deixá-la saborosa. Nada melhor do que tirar este dia para preparar algo simples e guardar as energias para o grande e agitado final de semana que vem por aí.

Caso você não goste muito do sabor impactante de ervas como tomilho e sálvia secas, pode deixá-las apenas durante o tempo de preparo da carne e retirá-las na hora de comer. Deixando-as durante os 20 minutos que a carne está assando já é suficiente para dar um sabor deliciosamente suave ao filé mignon.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Cardápio completo

Minha sugestão de cardápio de hoje fui eu quem criei. Não inventei o molho, esse eu peguei de um livro de receitas (se bem que também acabei fazendo algumas modificações). Mas a combinação do filé com o brócolis cozido foi minha maneira de criar um prato nutritivo e saboroso para um belo jantar.

Como é de costume, as quantidades sugeridas servem uma pessoa. Mas essa minha janta ficou tão deliciosa que sugiro prepará-la para um jantarzinho romântico. Com certeza vai agradar e muito.

Filé mignon com brócolis ao molho de mostarda cítrico

Filé mignon com brócolis ao molho de mostarda cítrico

1 medalhão de filé mignon (100 g)
suco de 1 limão
2 col. de sopa de mostarda escura
1/2 col. de sopa de mel
75 ml de suco de laranja s/ açúcar
50 ml de água
75 g de brócolis
sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:
Tempere o filé com sal e pimenta-do-reino a gosto. Coloque numa forma refratária antiaderente e leve ao forno médio (200ºC) de 15 a 20 minutos até assar por fora e ficar vermelhinho por dentro.
Ferva 300 ml de água e coloque os ramos de brócolis. Cozinhe por 10 minutos até ficarem macios mas ainda al dente.
Para o molho, misture os ingredientes numa tigela até obter um creme homogêneo. Despeje numa panela antiaderente e leve ao fogo. Quando ferver, abaixe o fogo e mexa por aproximadamente 10 minutos até reduzir pela metade. Regue por cima do filé ainda quente e sirva em seguida.

A grande modificação que fiz no molho foi levá-lo ao fogo para reduzir um pouco. Isso porque quando misturei todos os ingredientes achei que ele tinha ficado ralo demais. Talvez fosse o caso de não acrescentar os 50 ml de água na mistura, mas isso terei que testar da próxima vez que fizer.

De qualquer maneira, o sabor ficou excepcional. Diferente do outro molho de mostarda e limão que compartilhei com vocês na receita do frango, este tem um quê de agridoce por causa do mel e o leve gostinho cítrico é diferente já que inclui suco de laranja e não só limão. Pode até ter ficado um pouco ralo pro meu gosto, mas isso não diminuiu em nada a combinação perfeita criada entre o molho, o filé e os brócolis cozidos. Absolutamente divino.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Trocadilhos singelos

Não tenho a pretensão de ser uma grande mestre na cozinha e muito menos criar receitas mirabolantes e sensacionais. Também não é minha intenção utilizar um termo tradicional da culinária incorretamente, ainda mais uma culinária muldialmente venerada como a italiana que eu conheço muito superficialmente.

Dito isso, estava folheando meus livros de receitas saudáveis hoje e me veio uma inspiração para inventar um filé super simples e gostoso a partir de uma modificação da receita que encontrei. O prato ficou tão fantástico que precisei compartilhar aqui no blog e por isso dei a ele um nome que me pareceu apropriado pelo sabor final. Mas, no fundo, o nome é para ser apenas um trocadilho e apenas uma grande brincadeira. Espero que curtam também.

Filé mignon à piazzolo

Filé mignon à piazzolo

1 medalhão de filé mignon (+/- 80 g)
1 rodela de tomate
1 col. de sobremesa de orégano
1 col. de chá de queijo ralado light
sal e pimenta-do-reino a gosto
1 punhado de cebolinha picada para decorar

Modo de preparo:
Desenrole o medalhão de filé mignon e amasse a carne com a palma da mão para ela achatar e ficar maior. Tempere com sal e pimenta a gosto. Numa forma refratária, arrume o filé com a rodela de tomate por cima. Salpique o orégano e o queijo no tomate e leve para assar em forno médio (200ºC) de 20 a 25 minutos até o tomate murchar e o queijo derreter. Decore o prato com a cebolinha e sirva em seguida.

O tempo de cozimento no fundo depende do ponto de preferência da carne. Para quem gosta dela mais vermelha por dentro o recomendado é deixar de 15 a 20 minutos. Já quem prefere a carne mais bem passada pode deixá-la assando durante os 25 minutos. Entretanto, recomendo não deixar muito mais do que isso para não correr o risco do filé ficar duro e seco.

Modéstia à parte, achei sensacional esta minha invenção. No fundo é a receita mais simples de preparar (especialmente para quem mora sozinho) e não deixa de ser uma excelente alternativa para quem quiser comer um hambúrguer com gostinho de pizza sem extrapolar na alimentação saudável.

E para continuar seguindo a linha saudável e sem exageros, uma ótima opção de acompanhamento para esta carne inclui legumes cozidos no vapor ou aquela salada verde que inventei e compartilhei com vocês num post anterior. O azedinho da maçã-verde e o frescor do pepino caem super bem com o toque à piazzolo deste filé mignon.

Por hoje é só.

Bon appetit!