Quanto mais simples, melhor

Quando moramos sozinhos, as vezes o que mais buscamos na hora de preparar um prato é praticidade e facilidade. Mas encontrar algo que seja rápido e saboroso e dê apenas para uma pessoa pode ser complicado. Por isso, nada melhor do que deparar-se com uma única receita que cumpre com todas as exigências de uma alimentação balanceada. E mais, que seja deliciosa.

Para o meu almoço de hoje resolvi testar uma receita que encontrei na revista Cozinha Caseira Light. São várias em cada edição e todas super práticas e simples de fazer. O único problema é a quantidade de rendimento de cada prato. Mas fiz adaptações pequenas e cortei pela metade a porção de cada ingrediente para que desse só para mim mesmo. No fim, fiquei extremamente satisfeita com o resultado.

Arroz de forno

Arroz de forno

1/2 xíc. de chá de arroz integral cru
80 g de coxão mole picado (ou moído)
1 tablete de caldo de legumes
1/2 vidro de palmito picado
3 col. de sopa de milho verde em conserva
3 col. de sopa de cenoura em tirinhas
5 azeitonas verdes picadas
1 col. de chá de margarina light
sal, pimenta-do-reino e salsinha picada a gosto

Modo de preparo:
Unte um refratário com a margarina. Tempere a carne com sal e pimenta-do-reino a gosto. Misture todos os ingredientes dentro do refratário. Ferva 500 ml de água e dissolva o caldo de legumes. Acrescente o caldo ao refratário e leve ao forno médio (210ºC) por aproximadamente 1 hora. Certifique-se de que o arroz esteja bem cozido e a água tenha evaporado por completo. Salpique salsinha e pimenta-do-reino a gosto e sirva a seguir.

Rende de 2 a 3 porções.

Eu simplesmente amei esta receita. Ela é muito prática, super fácil de fazer, não gasta muito e, o melhor, não tem muita louça para lavar no fim. Isso sem contar que você pode substituir os acompanhamentos por qualquer coisa. Em vez de carne, pode usar frango. Em vez de milho, pode usar ervilha. Em vez de cenoura, vagem. Em vez de palmito, aspargos. As possibilidades são infinitas.

No fim, este arroz de forno não deixa de ser uma versão mais light do tradicional yakimeshi chinês. Ou seja, arroz misturado com carne e legumes. A diferença é que na versão oriental ele é frito e temperado com shoyu. Aqui, por ser assado no forno, reduz enormemente o valor calórico e a quantidade de gordura ingerida. E nada impede que você tempere com um pouco de shoyu antes de servir para dar aquele toque oriental ao prato.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Colorindo o prato

Hoje comecei a entender o porque de colocar receita de salada nos livros de culinária. Realmente, depois de comer só mix de folhas verdes com baby carrots e tomate cereja meses a fim comecei a enjoar e buscar alternativas na hora de preparar minhas saladas. E por mais que no fim o que conte é o gosto de cada um, as vezes um empurrãozinho na hora de escolher os ingredientes ajuda e muito quando enfrentamos um problema com a falta de imaginação.

Por isso, resolvi testar algumas receitas de saladas nos inúmeros livros de culinária saudável que tenho (e dos quais tiro a maioria dos pratos que testo e publico aqui). Desta vez, optei por uma preparação simples, sem muitos ingredientes e que não precisasse de um molho muito incrementado para acompanhar. No geral, se uma salada consegue ficar gostosa temperada apenas com um fio de azeite de oliva é porque ela é realmente boa.

Salada de escarola

Salada de escarola

100 g de escarola picada
2 col. de sopa de milho verde em conserva
1/2 cenoura ralada
3 azeitonas verdes sem caroço

Modo de preparo:
Disponha os ingredientes da salada em um prato e acrescente um fio de azeite de oliva para temperar. Sirva imediatamente.

A combinação do milho verde com a escarola ficou sensacional. Se você quiser algo diferente, vale também optar por ervilhas ou lentilhas em vez do milho. Entretanto, ressalto que quanto mais colorido o prato, maior a certeza de ter o máximo de nutrientes possíveis. Ou seja, se a escarola já é verde, melhor optar pelo milho mesmo que é amarelo e deixar a ervilha ou lentilha para outra combinação. Mas isso pode ser só neura minha mesmo.

Como falei antes, esta receita não precisa de muito mais do que um fio de azeite para ficar uma delícia. Entretanto, se você gostar ou achar interessante acrescentar um molho para temperar a salada, sugiro optar por um vinagrete simples com tomate, cebola e salsinha picadas numa base de 1/4 xic. de chá de vinagre e 1/2 xic. de chá de azeite. Fica bem saboroso e, de quebra, ainda coloca mais algumas cores no prato. Melhor impossível, né?

Por hoje é só.

Bon appetit!

Investindo nas variações diárias

Como tudo que é bom um dia chega ao fim, hoje tem a última receita do cardápio que preparei para o jantar de quarta-feira à noite: um filé mignon especial. Um dos segredos de manter uma alimentação saudável é investir no maior número de variedades possível à mesa. Ou seja, nada de ficar comendo só carne ou só frango o tempo todo. O ideal é misturar e comer carne branca (peixes ou frango) de 4 a 5 vezes na semana e carne vermelha apenas 2 ou 3 vezes.

Quando for optar por incluir carne no cardápio, outra sugestão é procurar as versões mais magras, como filé mignon, lagarto ou maminha. E claro, investir sempre em acompanhamentos como vegetais grelhados e fartas saladas de folhas verdes que deixam o prato mais colorido e saboroso.

Para este filé, usei uma receita que encontrei no livro Saúde & Sabor com Equilíbrio, elaborado pela nutricionista Roseli Rossi. Alias, as outras duas receitas anteriores que fiz para o jantar também saíram daqui. O livro é bem variado e inclui opções que parecem ser super deliciosas para todos os gostos. Estas três primeiras que testei, pelo menos, ficaram ótimas.

Mignon conquistador

Mignon conquistador

800g de filé mignon sem gordura
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 colher de sobremesa de margarina light
1 tablete de caldo de carne
2 col. de sopa (cheias) de farinha de trigo
3 col. de sopa de requeijão light
1 pote de iogurte natural desnatado
120 g de champignon fatiados
4 col. de sopa de milho verde em conserva
40 g de azeitona preta em rodelas

Modo de preparo:
Em uma panela antiaderente, refogue a cebola e o alho na margarina light até dourar. Acrescente o filé mignon cortado em cubinhos ou tirinhas e refogue mais um pouco até que a carne solte seu suco (aproximadamente 5 minutos). Em seguida, junte o caldo de carne dissolvido em 500 ml de água fervente e cozinhe em fogo brando até a carne amolecer.
Quando a carne estiver macia, retire-a aos poucos com uma escumadeira de forma que o caldo continue na panela. Peneire sobre este molho a farinha de trigo mexendo sem parar até engrossar. Acrescente o iogurte e o requeijão, mexa bem e deixe ferver de 2 a 3 minutos. Reserve.
Para a montagem, espalhe o filé cozido num refratário médio. Por cima, coloque uma camada do champignon, o milho verde e as azeitonas. Em seguida, regue com o molho reservado. Leve ao forno médio, pré-aquecido, por cerca de 15 minutos até que o molho esteja borbulhando. Sirva em seguida.

Rende 8 porções.

Esta receita é ótima pois acrescenta na porção diversos vegetais além da carne. Assim, numa colherada evitamos de colocar muito filé e acabamos levando junto ingredientes menos calóricos e gordurosos, mas igualmente saborosos. Além disso, a escolha dos acompanhamentos acaba tendo certa liberdade. Vale optar por incluir pimentões cortados em cubinhos ou cenouras em rodelas para substituir qualquer um dos ingredientes das camadas.

Alias, como sou uma pessoa bastante visual, minha única reclamação com relação ao prato pronto é que não ficou tão colorido quanto esperava. Outra sugestão que pensei foi substituir a azeitona preta por azeitona verde. Parece coisa boba, mas certamente daria uma outra cara ao prato, além de variar bastante as cores das camadas. (Não que no final ele tenha ficado com uma aparência ruim, pelo contrário. Basta olhar a foto para ver que ficou com uma cara deveras apetitosa!)

Por hoje é só.

Bon appetit!