As delícias mais simples da vida

Todo mundo certamente já refogou uma carne moída básica para comer com arroz ou macarrão uma vez na vida. Certamente, também, esse dia foi um daqueles que você mal teve tempo de pensar em fazer algo que não fosse relacionado ao trabalho, quanto mais pensar em algo incrementado para servir no jantar.

Às vezes precisamos de muita inspiração para transformar algo simples e rápido numa refeição deliciosa e visualmente apetitosa. Já peguei ideias de vários lugares de como deixar um prato singelo mais bonito e sofisticado. Desta vez, peguei uma ideia básica e resolvi incrementar um pouquinho. O melhor é que não foi nada difícil.

Pimentão recheado

Pimentão recheado

400 g de pimentão verde (aprox. 2 unidades médias)
200 g de carne moída
100 g de cebola
2 dentes de alho
5 ml de azeite, sal, pimenta e cominho a gosto

Modo de preparo:
Corte cada pimentão ao meio e retire bem todo o miolo e as sementes. Se for preciso, retire um pouco de cada base para que ele consiga ficar em pé. Tenha cuidado para não retirar completamente a base do pimentão.
Aqueça uma panela antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue a cebola picada e o alho amassado até começar a ficar aromático. Acrescente uma ou duas col. de chá de cominho em pó e mexa bem para incorporar todos os temperos.
Despeje a carne na panela e refogue até pegar uma cor e ficar no ponto desejado. Tempere com sal e pimenta a gosto e recheie as metades dos pimentões.
Arrume as metades dos pimentões numa travessa refratária e leve ao forno pré-aquecido em 23o˚C por 20 minutos ou até amolecer um pouco o pimentão sem perder a consistência nem ficar mole demais.
Este prato pode ser servido como acompanhamento de um risoto ou macarrão simples ou mesmo como prato principal de um grande banquete familiar.

Rende 2 porções.

Gostei desta receita pois ela pega algo super básico, a carne moída, e consegue dar uma sofisticada de leve nela sem demorar muito nem exigir muita técnica na cozinha. Além do toque mais que especial que o cominho em pó traz para qualquer receita, o fato de servir a carne moída dentro dos pimentões ajuda a incluirmos mais legumes variados na nossa alimentação diária.

Escolhi usar apenas o pimentão verde pois eram os mais bonitos do supermercado quando fui comprar. Dito isso, você pode usar qualquer variedade destes legumes tão saborosos ao preparar o prato. Aproveite ainda para usar uma variedade de cores. Assim, além de mais variado, seu prato fica ainda mais colorido e bonito.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Deixando a inspiração fluir

Tem algum tempinho já que estou tendo dificuldade de encontrar novas receitas para testar. Como sempre procuro variar ao máximo os pratos para ter novidades para postar aqui para vocês, tem sido difícil unir o útil ao agradável encontrando variedades de receitas que sejam leves, saudáveis, me apeteçam e sejam também diferentes das demais.

Mas como já tenho vários meses nessa viagem gastronômica na cozinha, acabo conseguindo ter alguma experiência em fazer pratos da minha cabeça. A receita de hoje não vi em nenhum lugar especificamente. Apenas usei inspirações de outras receitas que já tinha feito para criar esta. E não é que ficou uma delícia?

Tilápia no papelote com aspargo ao missô

Tilápia no papelote com aspargo ao missô

1 filé de tilápia
150 g de aspargo fresco
1 limão siciliano
1 col. de sopa de missô
1 col. de chá de azeite
pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 200˚C. Lave bem o aspargo e corte em talos médios. Tempere o peixe com pimenta a gosto e reserve. Numa tigela, junte o suco de 1/2 limão siciliano, o missô e o azeite. Misture bem até formar uma pasta homogênea. Junte os talos de aspargo e misture bem para que fique tudo coberto com o molho.
Arrume duas folhas de papel alumínio por cima de uma forma refratária. Corte a outra metade do limão em rodelas e posicione no centro das folhas de alumínio. Coloque o filé de peixe por cima das rodelas de limão e arrume o aspargo envolta. Regue tudo com o restante do molho de missô.
Feche o papel alumínio formando um papelote. Leve para assar no forno pré-aquecido por 20 minutos. Retire do forno, deixe descansar por 3 minutos e abra o papelote com cuidado para sair o vapor. Descarte as rodelas de limão e sirva tudo regado com o molho que formou dentro do papelote. Acompanhe com arroz integral ou selvagem.

Claro que aproveitei para usar ingredientes que já tinha em casa. Acho a tilápia um peixe super coringa. Como ele pode ser comprado congelado em porções individuais, é a opção perfeita para quem mora sozinho e não quer fazer comida em grandes quantidades para não sobrar muito.

Além da praticidade de ser comprada individualmente, a tilápia tem um sabor super suave. Com isso, ela pode ser combinada com qualquer tipo de molho, o que também ajuda na hora de criar combinações diferentes e saborosas. Desta vez, aproveitei para fazer uma combinação com inspirações orientais. Quem sabe da próxima não vá por outro caminho?

Por hoje é só.

Bon appetit!

Testando novidades

Confesso que fica difícil achar novas receitas para experimentar todos os dias para trazer novidades para o blog. Mas eu adoro esse desafio e acabo encontrando ideias diferentes e curiosas navegando por outros site de culinária que existem na internet.

Certo dia achei uma receita cuja foto me impressionou demais. A combinação e o contraste das cores deixaram o prato com uma cara divinamente apetitosa. Tudo por causa do branquinho delicado de um filé de peixe encoberto por uma linda camada de azeitonas pretas picadas. Tive que experimentar.

Tilápia com crosta de azeitona preta

Tilápia com crosta de azeitona preta

1 filé de tilápia
1 col. de sopa de azeitona preta picada
1/2 col. de sopa de farinha de rosca
10 ml de azeite
1 dente de alho amassado
30 ml de vinho branco
tomilho, manjericão, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 180˚C. Tempere a tilápia com sal a gosto e reserve. Numa tigela, junto a azeitona preta picada bem miúda, com o dente de alho amassado, o tomilho e o manjericão picados. Acrescente o azeite, a farinha e a pimenta a gosto e misture bem até formar uma pasta homogênea.
Arrume o filé de peixe num refratário antiaderente untado com um fio de azeite. Espalhe a mistura de azeitona por cima do filé e derrame o vinho branco em volta dele. Leve para assar no forno pré-aquecido por 20 a 25 minutos ou até atingir o ponto desejado. Sirva com legumes refogados ou cozidos no vapor.

Talvez no final o meu prato não tenha ficado tão bonito quanto na foto da receita original nem tenha ficado como eu esperava que fosse ficar. Mas o sabor estava delicioso e isso é o que importa. Gostei de experimentar esta nova maneira de cozinhar peixes, com uma espécie de lagoa de vinho envolta dele. A técnica assegurou que a tilápia ficasse absurdamente macia e suculenta quando provei.

Também acho que vale usar esta ideia da receita para experimentar com outras combinações. Uma boa opção seria substituir a azeitona preta por alcaparras ou mesmo pimentões vermelhos picados bem pequenos. Para uma versão um pouco mais leve, vale também usar legumes como abobrinhas ou berinjelas para formar a crosta do peixe. Tenho certeza que ficariam divinos também.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Viajando pela gastronomia mundial

Devo confessar que não conheço muito da culinária grega. Alguns poucos pratos aqui e ali formam o mínimo de experiência que já tive com esta cozinha mediterrânea tão saborosa. Mas apesar disso, sempre procuro me aventurar por caminhos novos e desconhecidos.

Dia desses achei uma receita do tal de “moussaka”. Prato característico da culinária da Grécia, ele é uma espécie de lasanha à base de carne de carneiro com batata, berinjela e molho de tomate. Muito provavelmente a versão que encontrei e preparei não é a mais tradicional já que no nome dizia ser a versão “rápida”. Mas nem por isso deixou de ser uma experiência fantástica e nova.

Moussaka de carne

Moussaka de carne

1 batata pequena
100 g de coxão mole moído
50 g de cebola picada
1 dente de alho amassado
1/2 lata de tomate pelado em cubos
60 ml de leite
1 clara
150 g de berinjela picada
1 col. de chá de canela em pó
1 col. de chá de noz moscada
2 col. de chá de cominho em pó
azeite, sal, orégano e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 230˚C.
Aqueça uma panela antiaderente e regue com um fio de azeite. Refogue a cebola e o alho até ficarem macios e aromáticos. Acrescente a carne e refogue até começar a dourar.
Tempere com sal, orégano, canela em pó, noz moscada, pimenta do reino e cominho em pó a gosto. Despeje metade da lata de tomate pelado em cubos e mexa bem para incorporar todos os temperos. Junte a berinjela picada e deixe ferver. Cozinhe em fogo médio mantendo uma leve fervura por 10 minutos ou até reduzir um pouco e a carne e a berinjela ficarem macias.
Unte uma forma refratária com um fio de azeite. Corte a batata em tiras bem finas com o auxílio de um cortador de legumes. Arrume uma primeira camada de batata no refratário e despeje a mistura de carne por cima. Acrescente o restante da batata formando uma outra camada.
Numa tigela, bata levemente com um garfo o leite e a clara até ficar homogêneo. Despeje por cima da mistura na forma refratária e leve para assar no forno pré-aquecido por 30 minutos ou até que o molho de leite fique firme. Sirva quente.

Moussaka enformado

Eu sei que esta não é a versão mais tradicional do prato típico grego só pelo fato de usar carne de vaca e não carneiro na composição. De qualquer maneira, prefiro usar essa já que é bem mais fácil de achar no supermercado. Mas apesar de não ser a versão “real”, meu mussaka de carne ficou absolutamente divino, principalmente pela mistura de temperos acrescentadas.

Sempre me divirto achando pratos de culinárias diferentes para testar. Posso até optar pelas versões mais simplificadas de receitas complicadas como esta, mas qualquer aventura no desconhecido precisa começar devagar. Com certeza irei tentar preparar a mais tradicional das mussakas num futuro próximo porque me encantei demais com o sabor deste prato.

Por hoje é só.

Bon appetit!

As coisas simples da vida

Não é segredo para ninguém: adoro testar as mais diversas receitas. Às vezes, quanto mais elaborada e sofisticada mais empolgada fico para ver se tenho a capacidade técnica necessária para conseguir prepará-la. Penso que já ultrapassei diversas etapas na cozinha. Talvez ainda me falte testar fazer pão caseiro, mas essa fica para um outro dia.

Hoje trago um clássico da nossa culinária do dia a dia. Certamente todos já fizeram alguma versão dessa receita na vida, ou mesmo, fazem-na com bastante regularidade. Mas eu nunca tinha preparado e como gosto de conquistar novas etapas na minha cozinha achei que já estava em tempo de tentar fazer as coisas mais simples da vida.

Creme de espinafre

Creme de espinafre

120 ml de leite semidesnatado
1 quadrado de espinafre picado congelado
1/2 col. de sopa de farinha de trigo
sal, pimenta e noz moscada a gosto

Modo de preparo:
Aqueça o leite numa panela antiaderente em fogo médio. Assim que começar a querer ferver, acrescente o espinafre congelado e vá mexendo para ir desmanchando.
Numa tigela pequena, dissolva a farinha em 1 col. de sopa de leite para tirar todas as bolinhas que formarem. Quando o espinafre estiver todo dissolvido no leite, acrescente a mistura de farinha e mexa constantemente com um batedor de ovos ou uma colher de pau até engrossar (de 3 a 5 minutos).
Tempere com sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto. Sirva como acompanhamento do seu almoço ou jantar em família.

Como normalmente acontece com pratos “caseiros” como este não segui nenhuma receita específica na hora de prepará-lo. Apenas lembrava vagamente os ingredientes necessários para fazer o creme de espinafre que minha mãe fazia quando era pequena. Aproveitei que tinha esse espinafre picado congelado guardado em casa e ainda nem precisei me preocupar em lavar e picar as folhas. Com certeza facilitou e muito minha vida.

Depois que fiz o prato comentei com a minha mãe e perguntei se tinha feito da maneira como ela fazia. Ela me contou que geralmente acrescenta também um punhado de queijo ralado para dar um toque à mais. Confesso que não senti falta e o fato de não ter colocado o queijo ajudou a deixar a receita mais magra. Mas, claro, cada pessoa tem seu gosto. Aproveite para inspirar-se e criar coisas novas na cozinha. É uma delícia!

Por hoje é só.

Bon appetit!

As delícias refrescantes da cozinha

Quando estou sem muito tempo para preparar meu almoço gosto de achar receitas super fáceis e praticas para testar. Um simples peito de frango grelhado ou assado é um ingrediente goringa para qualquer refeição leve e saudável mas que pode ficar sem graça se preparado sozinho.

No final das contas, o truque é achar algum molho ou acompanhamento saboroso para incrementar o prato. Opção perfeita para dias quentes de verão, esta receita também cai super bem nas outras estações do ano. Simples, leve e incrivelmente deliciosa, os ingredientes desta “salsa” criam uma combinação única de sabores que nunca tinha provado na vida.

Frango grelhado com salsa de ameixa preta

Frango grelhado com salsa de ameixa preta

1 peito de frango médio
1 col. de chá de azeite
sal, cominho em pó e alho em pó a gosto
1 ameixa preta grande
1/2 cebola roxa
1 col. de chá de vinagre de vinho branco
1 col. de chá de molho de pimenta
sal e coentro a gosto

Modo de preparo:
Tempere o peito de frango com o azeite, o sal, o cominho e o alho em pó. Massageie bem para que fique bem temperado. Leve ao forno pré-aquecido em 220˚C e asse de 15 a 20 minutos ou até ficar no ponto desejado. Cubra para não esfriar e reserve.
Para preparar a salsa, corte a ameixa ao meio e retire o caroço. Pique em cubos médios e despeje numa tigela. Corte a cebola roxa em cubinhos pequenos. Acrescente à tigela e regue com o vinagre e o molho de pimenta. Tempere com sal a gosto. Para servir, distribua a salsa fria por cima do peito de frango quente e decore com folhas de coentro rasgadas a gosto. Saboreie com arroz selvagem e legumes verdes ao vapor.

Uma das melhores coisas que percebi ao provar este prato foi a sensação refrescante de combinar frutas frescas com a cebola, o vinagre e a pitada de pimenta. A combinação criada transformou um simples peito de frango assado numa refeição sofisticada e leve ao mesmo tempo. Nada melhor para uma segunda-feira à tarde.

Outra vantagem desta receita é que você pode preparar a salsa horas antes de finalizar o almoço. É possível, até, fazer a salsa com um dia de antecedência e deixá-la guardada na geladeira. Na hora de comer basta preparar o frango, derramar a mistura de ameixa por cima e temperar com o coentro a gosto. Aproveite um dia corrido para provar este prato. Tenho certeza que vai se deliciar.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Sabor e saúde em 5 minutos

A receita que trago hoje para vocês exemplifica perfeitamente como a curiosidade e a praticidade são aliadas fundamentais na cozinha, especialmente de quem mora sozinho. Vocês já devem ter visto pacotes de alimentos com a seguinte frase escrita na caixa “cozido no vapor”. Eles já vem prontos para serem consumidos e duram bastante, mas não são exatamente conservas enlatadas já que não têm aditivos como sódio para conservá-los.

Sempre que via estes alimentos tinha curiosidade de experimentar. Queria saber, principalmente, se o sabor do alimento era o mesmo do preparado por mim em casa de forma tradicional. E, como não são exatamente conservas, será que a quantidade de sal seria alta como acontece com a maioria dos enlatados?

Salada de beterraba no vapor com espinafre e feijão branco

Salada de beterraba no vapor com espinafre e feijão branco

200 g de beterraba cozida no vapor
150 g de espinafre
1 caixa de feijão branco em conserva
1/2 cebola roxa
azeite, vinagre balsâmico, sal, pimenta e orégano a gosto

Modo de preparo:
Abra a lata de feijão branco e deixe escorrer água corrente durante alguns minutos para lavar bem e retirar o excesso de sal. Reserve.
Arrume num prato as folhas de espinafre bem lavadas e levemente rasgadas com a mão. Corte a cebola em meia lua e coloque por cima do espinafre. Corte a beterraba em cubos e posicione no prato. Por fim, despeje o feijão branco ao redor dos pedaços de beterraba. Tempere com azeite, vinagre balsâmico, sal, pimenta e orégano a gosto.

Rende 2 porções.

Fiquei maravilhada com esta salada. E, para minha alegria, a beterraba cozida no vapor é absolutamente deliciosa. Fresquinha e suculenta, ela realmente não tem um pingo de sal o que é ótimo já que podemos temperar a gosto e evitamos os excessos das conservas enlatadas.

No fim esta receita é perfeita para quem mora sozinho, vive correndo de um lado à outro e não tem muito tempo para gastar na cozinha. Super prática, ela demora no máximo 5 minutos para ficar pronta e fica uma delícia como acompanhamento de um belo peito de frango ou filé mignon grelhado. Experimente e comprove, recomendo.

Por hoje é só.

Bon appetit!