Quentinho e gostoso

Julho está logo alí e esse clima friozinho pede uma deliciosa sopa para esquentar o corpo e a alma. Claro que existem as soluções super práticas de sopas de saquinhos que basta ferver a água e está pronta sua janta. Mas neste caso, para mim, não há nada melhor do que preparar uma versão bem caseira cheia de legumes e verduras gostosas.

Dito isso, como vocês sabem, também sou adepta da praticidade na cozinha. Certas preparações compensam picar cada vegetal separadamente e cozinhá-los aos poucos. Neste caso não há o menor problema em usar aquelas combinações de legumes já cortados e congelados. Facilita muito a vida e a sopa fica tão gostosa quanto.

Minestrone à jardineira

Minestrone à jardineira

50 g de cebola picada
1 dente de alho amassado
70 g de espinafre congelado
100 g de mix de legumes congelados
50 g de penne integral
1/2 lata de tomate pelado
350 ml de caldo de frango
azeite, orégano, sal, pimenta a gosto

Modo de preparo:
Aqueça uma panela antiaderente em fogo médio e regue com um fio de azeite. Refogue a cebola e o alho até ficarem aromáticos. Acrescente o mix de legumes congelados e mexa levemente para começar a separar os pedaços.
Despeje metade de uma lata de tomate pelado junto com o caldo e quebre os tomates em pedaços. Mexa bem até começar a ferver. Junte o caldo de frango, deixe ferver novamente, abaixe o fogo e cozinhe mantendo uma leve fervura por 10 a 15 minutos.
Acrescente o macarrão para começar a cozinhar. Após 5 minutos junte o espinafre congelado. Deixe cozinhar mais alguns minutos até que a massa esteja no ponto desejado. Tempere com orégano, sal e pimenta a gosto e sirva com torradinhas.

Adorei esta versão prática e rápida da clássica minestrone italiana. O bom desta sopa é que ela funciona perfeitamente bem como uma refeição completa e é uma ótima opção para uma noite vegetariana no meio da semana. Por outro lado, caso queira acrescentar cubos de carne para deixá-la ainda mais completa a combinação fica perfeita.

Há quem seja contra usar esses pacotes de legumes congelados na comida. Realmente em certos pratos não há nada melhor do que comprar as versões mais fresquinhas da feira. Neste caso, preparar uma sopinha numa noite preguiçosa de inverno pede a facilidade dos pré-prontos. Aproveite o tempo extra que não vai ser usado na cozinha para aconchegar-se no sofá com a pessoa amada e assistir a um bom filme.

Por hoje é só.

Bon appetit!

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Sequinhas e crocantes

Como comentei no post de ontem, o melhor acompanhamento para o clássico steak tartare são batatas chips assadas. Isso para quem não quiser enfrentar as verdadeiras batatas fritas que geralmente seguem junto do prato nos restaurantes típicos franceses. Não vejo muita vantagem em comer as batatas fritas sendo que estas ficam tão deliciosas quanto, mas cada um, cada um, né?

Já publiquei uma outra receita de batata chips assadas aqui no blog uns tempos atrás. Esta não é lá muito diferente, mas como usa a batata doce ao invés da batata inglesa comum o sabor fica outro e trás à refeição um toque especial. Quem quiser também pode salpicar um pouco de salsinha picada fresca por cima das batatas chips. Como não tinha em casa, fiz sem mesmo.

Chips de batata doce

Chips de batata doce

150 g de batata doce
azeite e sal a gosto

Modo de preparo:
Lave bem a batata e escove para tirar toda a sujeira e terra. Corte bem fininha, mantendo a casca, com o auxílio de um fatiador e legumes. Tempere com sal a gosto e regue com um fio de azeite.
Leve para assar em forno pré-aquecido em 230˚C por 30 minutos ou até que fiquem bem secas e crocantes. Vire as fatias da batata na metade do tempo para assar de maneira uniforme.

Para que as batatas fiquem bem sequinhas elas precisar ser cortadas o mais fino possível. O bom é utilizar um mandolin, espécie de cortador de legumes japonês que fatia vegetais bem fininhos. Eu, como não tinha um, fui na faca mesmo. Com isso, minhas fatias não ficaram de espessuras iguais e algumas não conseguiram ficar tão crocantes assim. Mas o sabor ficou delicioso do mesmo jeito.

Eu sempre indico nas receitas para temperar com sal a gosto pois acredito que cada um sabe a quantidade que agrada. Neste caso, vale ressaltar para colocarem um pouco mais do que seria o normal para vocês. Isso porque o sal ajuda a retirar a água da batata na hora que ela está assando. Desta forma, elas conseguem ficar mais sequinhas e crocantes quando estão no forno.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Novos patamares de sabor

Depois que entrei na onda de comer peixe cru e outras delícia da culinária japonesa começou a me dar vontade de experimentar outras iguarias geralmente preparadas sem cozimento. Já tinha provado o ceviche peruano e o kibe cru árabe e me apaixonado. Então, pensei que havia chegado a hora de navegar pelas ondas francesas e testar o famoso steak tartare.

À primeira vista confesso que este prato não parece lá muito apetitoso. A carne utilizada não chega a ser moída, como no caso do kibe cru, e ainda é misturada com gema de ovo crua e molho inglês para dar sabor. Pode parecer uma mistura extremamente bizarra de ingredientes, mas não é que no final da certo? Testado e aprovado!

Steak tartare

Steak tartare

100 g de filé mignon
1/2 gema de ovo
1 col. de chá de alcaparra picada
50 g cebola roxa bem picada
1 col. de chá de molho inglês
1 col. de chá de mostarda Dijon
1 col. de chá de vinagre balsâmico
1 col. de chá de azeite
salsinha, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pique bem a carne com a ponta da faca até que fique praticamente moída à mão. Numa tigela, misture a carne com os demais ingredientes e tempere com salsinha, sal e pimenta a gosto. Prove e adéque os temperos como preferir. Sirva acompanhado das clássicas batatas chips, de preferências assadas na hora em casa.

Todos já devem saber mas não custa nada repetir: é preciso ter muito cuidado ao consumir produtos como carnes e ovos crus. Certifique-se que seu açougueiro é de confiança e exija sempre a carne mais fresca do dia. O mesmo vale para os ovos. Não utilize aqueles guardados há algum tempo na geladeira, dê preferência para os mais frescos que tiver.

Não vou mentir, o sabor é bem diferente e requer um pouco de tempo para acostumar-se. Mas depois de relaxar e abstrair o que realmente há no prato é possível perceber a complexidade dos sabores presentes. Para manter a refeição saudável, não opte pelas batatas fritas servidas geralmente de acompanhamento. Espere que amanhã ensino como fiz chips de batata doce que comi junto do steak tartare e que ficaram absolutamente divinas!

Por hoje é só.

Bon appetit!

Simplicidade express

Acho que estou precisando encontrar novos livros de receita. Chega uma hora que não há mais tantas receitas novas para provar e testar para compartilhar com vocês. Ao mesmo tempo, essa aparente falta de novidade também me dá a oportunidade de fazer criações inusitadas.

No final das contas há uma vantagem. Posso comprovar mais ainda o quanto é fácil fazer uma refeição completa, simples e saudável sem muita sofisticação ou necessidade de ingredientes mirabolantes. A sugestão que trago hoje foi uma adaptação de outra receita que encontrei por aí. Super simples, ficou uma delícia e merece ser provada.

Tilápia com relish de milho verde

Tilápia com relish de milho verde

1 filé de tilápia
100 g de milho em conserva
1 tomate italiano médio
suco de 1 limão
sal, pimenta e coentro a gosto

Modo de preparo:
Aqueça o forno em 220˚C. Tempere o filé de tilápia com sal a gosto e leve para assar numa forma refratária antiaderente regada com um fio de azeite por 15 minutos.
Enquanto isso, corte o tomate em cubinhos e descarte as sementes. Junte o milho verde e regue com o suco de limão. Tempere com pimenta a gosto e misture bem para incorporar todos os ingredientes.
Tire o filé de tilápia do forno e despeje o relish de tomate com milho por cima. Retorne ao forno e deixe assando por mais 7 a 10 minutos ou até que o peixe fique no ponto desejado. Sirva salpicado com as folhas de coentro a gosto e acompanhado de arroz selvagem e salada verde.

Absurdamente fácil de fazer, este prato fica pronto em 25 minutos. Apesar de simples, é bem gostoso pela combinação de sabores provenientes do suco de limão e do coentro. Além disso, o prato é super saudável e refrescante, nada melhor para um almoço de semana despretensioso e familiar.

Gosto de juntar legumes e verduras diversos para fazer molhos ou salsas diferentes para carnes e peixes. Desta forma, além de deixar um simples filé de tilápia sem graça mais interessante, consigo incluir esses alimentos tão saudáveis de uma maneira divertida na minha alimentação.

Por hoje é só.

Bom appetit!

Uma complexidade de sabores

Já publiquei aqui no blog diversas receitas super gostosas e nutritivas feitas com cevadinha, esse grão integral tão maravilhoso e indispensável para quem deseja ter uma alimentação saudável. Uma das minha preferidas é a sopa de cevadinha com carne, absolutamente deliciosa e perfeita para essas noites frias de inverno.

A receita de hoje é parecida com outra que também já publiquei aqui mas tem um toque diferente. Ao invés de servir como uma espécie de risoto, como é o caso desta outra receita, a de hoje transforma-se numa deliciosa salada diferente. Aproveite um dia mais calmo para brincar e testar novos sabores na cozinha. Assim aprendemos e descobrimos coisas maravilhosas.

Salada de cevadinha tostada com vagem e shitake

Salada de cevadinha tostada com vagem e shitake

45 g de cevadinha
400 ml de água
100 g de shitake
100 g de vagem
5 ml de óleo de gergelim torrado
5 ml de shoyu
1 sache de mel
1 dente de alho
1 col. de sopa de cebolinha
gengibre a gosto

Modo de preparo:
Aqueça uma panela antiaderente e regue com o óleo de gergelim torrado. Toste a cevadinha, mexendo sempre, por alguns minutos até que fique aromática. Despeje os 400 ml de água fervente, abaixe o fogo e cozinhe mantendo uma leve fervura por 40 a 50 minutos ou até que a cevadinha fique macia.
Enquanto isso, ferva mais 300 ml de água e cozinhe a vagem por 3 a 5 minutos até que fique al dente. Escorra e coloque a vagem numa bacia com água e gelo para parar o cozimento. Reserve.
Aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio e refogue o shitake fatiado até começar a murchar. Acrescente a cevadinha já cozida e escorrida e a vagem. Mexa bem para incorporar todos os ingredientes e aquecer levemente.
Numa tigela, misture o shoyu com o mel, o dente de alho amassado e o gengibre em pó a gosto. Na hora de servir, regue a salada com o molho e salpique cebolinha picada a gosto. Sirva com um mix de folhas verdes para um jantar vegetariano numa noite especial.

O fato de usar o óleo de gergelim torrado para tostar a cevadinha no início da receita traz um nível de sabor ao prato indescritível. Por ser bastante impactante, recomendo que tenham muito cuidado ao utilizar o óleo. Um pequeno fio já é mais do que suficiente para trazer esse sabor diferente e inovador à receita.

Outro toque especial desta receita é justamente a leve tostada dada à cevadinha antes de cozinhá-la. Esse grão tem naturalmente um sabor com leves toque de nozes. Ao tostá-la, esse sabor é liberado e ajuda a elevar a complexidade do prato final. Recomendo degustar desta salada em temperatura ambiente depois que tenha esfriado um pouco do final do preparo.

Por hoje é só.

Bon appetit!

A redenção do renegado

Adoro a versatilidade do peito de frango. Muitas pessoas acham que essa é uma das carnes mais sem graça que existe e é sinônimo absoluto de uma palavra: dieta. Mas eu me recuso a pensar desta maneira e acho que a suavidade do peito de frango é o que faz dele uma das melhores opções na cozinha.

Justamente por não ter um sabor muito pronunciado, esta carne aceita as mais diversas combinações de ingredientes, temperos e texturas na hora do preparo. Apesar de dar um pouco mais de trabalho, adoro comprar o peito inteiro e cortá-lo em casa. Assim, consigo separar uma metade completa para poder recheá-la. Fica uma delícia.

Peito de frango mediterrâneo recheado

Peito de frango mediterrâneo recheado

1 metade de peito de frango
1 unidade de pimentão vermelho em conserva picado
5 azeitonas pretas picadas
1 col. de sopa de cottage
manjericão, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em temperatura alta (220˚C). Pegue o peito de frango e faça um pequeno corte no meio para começar a abri-lo na metade. Pare antes de chegar no final para formar uma espécie de bolsa interna na carne.
Pique bem o pimentão vermelho em conserva e as azeitonas pretas. Misture numa tigela com o cottage e o manjericão rasgado bem miúdo. Tempere com sal e pimenta a gosto e recheie a bolsa interna do frango.
Prenda as duas metades com palitos para assegurar que ele não irá abrir enquanto cozinha. Tempere o peito de frango com sal e pimenta a gosto por fora e regue com um fio de azeite.
Forme uma trouxinha com papel alumínio e leve o frango para assar no papelote por 20 a 25 minutos no forno pré-aquecido. Após 20 minutos, olhe para ver se já está no ponto desejado. Sirva acompanhado de arroz 7 grãos e legumes no vapor.

Como a receita inclui uma mistura de sabores tipicamente mediterrâneos, como as azeitonas, o pimentão vermelho e o manjericão, o nome acabou ficando esse. No original a sugestão era incluir queijo feta (aquele feito de leite de cabra) esfarelado. Entretanto, como ele é mais caro e mais calórico acabei optando pelo cottage que já tinha em casa.

Assar o peito de frango no papelote de alumínio faz com que ele não perca a suculência durante o preparo. Assim evitamos que a carne fique muito ressecada, um dos grandes problemas quando assamos frango. Além disso, o papelote ajuda a manter o recheio perfeitamente dentro da bolsa criada e dá ao prato final uma sofisticação a mais. Adorei esta receita, ela ficou divinamente maravilhosa.

Por hoje é só.

Bon appetit!

Segredos da família

Amo geleia. Meu café da manhã perfeito sempre inclui 1 ou 2 torradas integrais com um pouco de queijo branco e 1 col. de sobremesa bem generosa de geleia. Gosto tanto dessa delícia que conheço praticamente todas as marcas existentes: as com açúcar, as sem açúcar e com adoçante, as com menos açúcar, as adoçadas com suco de fruta e sem adoçante. Enfim, todas.

Mas nenhuma é tão deliciosa quanto a geleia de morango que a Tia Léo, irmã da minha vó, fazia todos os anos para presentear a família no natal. Por alguma razão, essa geleia trazia consigo um ar diferente de “receita de família” e o gostinho delicioso acompanhava.

Depois que entrei para esse mundo da culinária me bateu uma vontade muito grande de querer aprender a fazer geleias. Sempre achei que seria impossivelmente difícil. E para começar nessa aventura pensei que a primeira receita que testaria teria que ser a geleia da Tia Léo. Descobri que não é nada difícil, apenas trabalhoso. Mas o sabor final compensa e muito!

Geleia de morango da Tia Léo

Geleia de morango da Tia Léo

1 kg de morango fresco
1 kg de açúcar

Modo de preparo:
Lave bem todos os morangos e retire os talos e as folhas verdes. Deixe as frutas inteiras. Coloque numa bacia grande e derrame todo o açúcar por cima. Cubra e deixe os morangos curtindo no açúcar de 12 a 24 horas em local reservado mas fora da geladeira.
Na hora de fazer a geleia, despeje todo o conteúdo da bacia numa panela funda. É importante que ela seja bem funda mesmo pois o doce sobe bastante quando começa a ferver.
Comece cozinhando em fogo médio baixo até que o açúcar dissolva completamente. Aumente para fogo alto e deixe ferver. Cozinhe em fogo médio mantendo uma leve fervura e mexendo de vez em quando. Retire a espuma que formar com uma colher.
O doce demora de 30 a 50 minutos para ficar pronto, depende da temperatura em que cozinha e do quão maduro estão os morangos. Teste o ponto da geleia após 30 minutos e quanto estiver pronto desligue o fogo.
Para saber se já está no ponto, pegue um prato e coloque no freezer. Derrame um fio da geleia no prato bem gelado. Após 30 segundos passe o dedo no meio da geleia. Caso fique o caminho certinho e não escorra está no ponto.
Desligue o fogo e deixe amornar um pouco na panela. Derrame em potes esterilizados e leve à geladeira. A geleia dura algumas semanas conservada na geladeira ou alguns meses conservadas à vácuo em local fresco e seco.

Rende de 900 g a 1 kg.

Antes de descobrir como era feita essa geleia pensava que seria bem complicado, cheio de truques e segredos que só a Tia Léo conhecia. Afinal, receitas de família tem esse áurea de “secretas”, não é mesmo? Mas a verdade é que a receita é super simples e segue a lógica de praticamente todas as geleias caseiras. Quer lista de ingredientes mais simples do que 1 kg de morango e 1 kg de açúcar?

Como era minha primeira vez fazendo este doce precisava de um controle de qualidade de peso. Peguei um pouco e dei de presente para uma outra tia minha. Assim que ela provou disse que o sabor estava igual a clássica feita pela Tia Léo. Ou seja, funcionou! E o sabor é indescritível. Nenhuma geleia industrializada que você já tenha provado se compara. Teste a receita e comprove. É uma delícia mesmo!

Por hoje é só.

Bon appetit!